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Comando Vermelho dá golpe de R$ 13 mil em administrador regional do DF

As investigações identificaram que três suspeitos, todos presos, usaram um telefone aleatório com a foto de uma filha da vítima no WhatsApp

atualizado 15/11/2021 9:37

homens com armasRedes Sociais/Reprodução

Encarcerados em cadeias de Goiás e de São Paulo, integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) seguem disparando mensagens pelo WhatsApp se passando por parentes de vítimas escolhidas como alvo de golpes. Uma delas foi a mãe do administrator regional de Samambaia, Gustavo Almeida Aires. A mulher, de 60 anos, amargou prejuízo de R$ 13 mil.

As investigações identificaram três suspeitos, todos presos, que usaram um telefone aleatório com a foto de uma filha da vítima no perfil do WhatsApp. Os criminosos enviaram mensagens para a mãe do administrador pedindo transferências via PIX com a justificativa de que o dinheiro seria para a neta da mulher. O trio foi indiciado pelo crime de estelionato.

O primeiro contato dos bandidos ocorreu em 10 de julho deste ano. A mãe do administrator prontamente transferiu, via PIX, R$ 9.998,22, acreditando que a beneficiária seria a filha. No entanto, o dinheiro caiu na conta de um dos integrantes da facção criminosa. No dia seguinte, outro comparsa entrou em contato com a mulher pedindo nova transferência, desta vez de R$ 3 mil.

Crime descoberto

A vítima percebeu que havia caído em um golpe e perdido R$ 13 mil quando resolveu mandar um comprovante de depósito para o verdadeiro WhatsApp da filha. “Minha mãe é muito ativa em redes sociais e utiliza o WhatsApp com desenvoltura. Quando esses golpes ocorreram, ela estava resolvendo uma série de problemas familiares e foi pega de surpresa”, explicou Gustavo Aires.

Segundo o administrador, após perceber o desfalque, a mãe ainda voltou a receber novos contatos pelos faccionados do CV tentando enganá-la mais uma vez. “No entanto, minha mãe já estava esperta e não voltou a fazer transferência. É preciso reforçar que esses crimes praticados atrás dos muros das cadeias precisa ser combatido, pois provoca uma sensação de impotência grande nas vítimas”, ressaltou o gestor público.

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