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Alvo do PCC e do CV, “Engomadinho do Bitcoin” entra na mira até de CPI

Deputado federal da CPI das Pirâmides Financeiras apresentou requerimento de convocação do “Engomadinho do Bitcoin”, que foi aprovado

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Homem de topete
1 de 1 Homem de topete - Foto: Reprodução

Após entrar na mira das facções criminosas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV), o “Engomadinho do Bitcoin” agora é alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras.

Os deputados que compõem a CPI aprovaram um requerimento de convocação de Gustavo de Macedo Diniz, 27 anos, na última quarta-feira (30/8).

Principal executivo da plataforma financeira Bybot, Gustavo, conhecido como “Engomadinho do Bitcoin”, conseguiu passar para trás as duas maiores facções criminosas do país. Além da carioca CV, que ofereceu R$ 15 mil de recompensa pelo trader golpista, a paulista PCC ameaçou o CEO da empresa, que está jurado de morte.

Gustavo está na mira das organizações criminosas e da CPI após um tombo gigantesco, que se aproxima dos R$ 70 milhões, deixar em polvorosa o mercado financeiro de moedas virtuais.

Os gestores da plataforma financeira Bybot, que controlava milhares de criptoativos de centenas de investidores espalhados por Brasil, Estados Unidos e Europa simplesmente desapareceram. E juntamente com ele todo o dinheiro dos clientes. Muitas ocorrências policiais foram registradas em São Paulo, mas há vítimas em vários outros estados, além do Distrito Federal.

Mais de um deputado apresentou requerimento de convocação do executivo. Alfredo Gaspar (União-AL) citou: “Em 29/08/2023 foi veiculada reportagem no site Metrópoles informando que a empresa Bybot lesou centenas de clientes ao dar um calote de mais de R$ 70 milhões de reais”. “Repete-se, assim, o roteiro de vítimas lesadas financeiramente por estratégias similares de golpes como as que essa CPI tem investigado de maneira muito acertada e oportuna. Portanto, faz-se necessário e urgente ouvirmos o senhor Gustavo Diniz no plenário dessa comissão”.

O deputado federal Caio Vianna (PSD/RJ) também requereu a convocação, na condição de testemunha. “A Bybot operava, supostamente, com a chamada arbitragem de criptoativos, no Brasil, Estados Unidos e Europa. Gustavo costumava gravar vídeos para os seguidores e mostrava que o negócio era ‘seguro’ e totalmente legalizado.”

O “Engomadinho”

Gustavo deletou todas as redes sociais, apagou os canais de comunicação e fechou a plataforma para saques. Nenhum dos investidores consegue, desde a última sexta-feira (25/8), sacar a quantia que estava depositada nas carteiras. Antes assíduo nas redes sociais e sempre gravando lives, o “Engomadinho do Bitcoin” teria fugido do país em direção à Ásia.

De lábia afiada, abusando da simpatia e inspirando segurança, o administrador da plataforma costumava gravar vídeos para os seguidores e mostrava que o negócio era “seguro” e totalmente legalizado. A Bybot operava, principalmente, com a chamada arbitragem de criptoativos. O processo é bastante conhecido no mercado de ações. Quando um investidor decide trabalhar por esse método, ele começa a negociar ativos por preços baixos e oferecê-los em plataformas que pagam um preço maior. A diferença, então, fica com o investidor.

Veja imagens do “engomadinho do Bitcoin”:

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Fuga rápida

Gustavo Diniz viajava o mundo colhendo frutos do sucesso financeiro proporcionado pela plataforma. Natural de Mogi das Cruzes, em São Paulo, o trader se afastou da família — que leva uma vida simples no interior paulista — para viver uma rotina de ostentação. Antes de apagar suas redes sociais, o gestor da Bybot publicava fotos em resorts de luxo, em estações de esqui ou curtindo praias paradisíacas.

Sem se identificar, um empresário do DF que perdeu 15 mil dólares afirmou que o golpe ocorreu muito rapidamente. “Não sabemos, de fato, o que aconteceu. Estávamos todos aguardando a suposta manutenção e, repentinamente, o Gustavo derrubou o site, apagou o perfil no Instagram e sumiu do Telegram”, disse.

Logo quando a Bybot saiu do ar, Gustavo Diniz nunca mais foi visto, nem nas redes sociais e muito menos pessoalmente. Ele teria um braço operacional da plataforma na Tailândia. “A suspeita de muitas pessoas que perderam fortunas e estão no encalço dele é que o destino do golpista tenha sido Bangkok”, disse o empresário.

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