Motorista de Mercedes derruba poste e invade quintal no DF

Segundo o proprietário da casa, no Lago Sul, quatro acidentes ocorreram em 17 anos. Ele diz que região é propícia a colisões desse tipo

Hugo Barreto/Metrópoles

atualizado 26/02/2020 11:06

Um carro derrubou a cerca de uma residência na madrugada desta quarta-feira (26/02/2020), na subida da QI 23 do Lago Sul, sentido Paranoá. Segundo informações do Corpo de Bombeiros (CBMDF), o veículo — uma Mercedes Benz,  cor prata — saiu da via, bateu em uma placa do tipo outdoor, atingiu um poste de iluminação e parou dentro do terreno.

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O motorista, Sérgio Frederico Moraes Cardoso, 56 anos, não se feriu. Já a passageira, Valkiria Tavares de Moraes Cardoso, 59, foi transportada por uma viatura do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para o Hospital Brasília (Lago Sul), alegando cervicalgia (dor na coluna) e dor na testa. A mulher estava consciente, orientada e estável.

Serralheiros que reparam os danos causados pelo veículo contaram que é a segunda vez que eles consertaram a casa pelo mesmo motivo. Ainda segundo os funcionários, é comum que automóveis andem em alta velocidade na região, o que acarreta acidentes.

O proprietário da casa, Roberto Salomon, 55, porém, tem um número maior. Ele conta que esse foi o quarto acidente em 17 anos. “Depois do primeiro acidente, coloquei uns toquinhos de concreto para amortecer o impacto dos carros. No começo, eu ficava com medo, mas depois acabei ficando calejado”, diz.

Susto

Sobre o caso da madrugada desta quarta-feira (26/02/2020), Roberto conta que acordou e tomou um susto. “Depois, fui ver as pessoas que estavam presas dentro do carro, pois a porta travou”, lembra o proprietário.

“Ainda não conversei com o motorista sobre o ressarcimento dos danos, porque na hora ele não estava em condições”, explicou o morador. O Metrópoles ainda não conseguiu a confirmação com a polícia sobre qualquer teste de bafômetro feito no local.

Roberto ainda chamou a atenção para o perigo da região, pois os motoristas costumam beber e dirigir em alta velocidade. “Deveria ser feito algo para melhorar o trânsito, pois é uma área muito movimentada. Os motoristas misturam bebida com direção e dá nisso. Além disso, eles também correm entre um pardal e outro. Talvez se colocassem um balão aqui resolveria. Na minha casa, eu vou reconstruir os tocos de concreto para amortecer a velocidade dos carros”, ressaltou.

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