TRF-1 adia julgamento de Guerner e Bandarra em ação do Mensalão do DEM

No escândalo revelado pela Operação Caixa de Pandora, a promotora e o ex-procurador geral do DF são acusados de tentar extorquir Arruda

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atualizado 31/01/2019 23:24

Réus no processo que investiga o escândalo de corrupção revelado pela Operação Caixa de Pandora, o ex-procurador-geral de Justiça do Distrito Federal Leonardo Bandarra e a promotora de Justiça Deborah Guerner ganharam mais tempo para se defender do processo que se arrasta desde 2011. O Tribunal Regional Federal (TRF-1) adiou, sem remarcar uma data, o julgamento dos dois membros do Ministério Públicos do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Bandarra e a promotora de Justiça Deborah Guerner são acusados pelo Ministério Público Federal de atrapalhar a Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal em 2009 e que revelou um esquema de pagamento de propina em troca de apoio político durante o governo de José Roberto Arruda (PR).

Na ação proposta pela Procuradoria da República, os dois são acusados de chantagear o delator do esquema, Durval Barbosa, em troca de vazamento de informações. Aos dois também é atribuída uma tentativa de extorsão de R$ 2 milhões para não vazar vídeos comprometedores de José Roberto Arruda.

Ainda pesa sobre Guerner e Bandarra a denúncia de vazamento de informações sigilosas para favorecer o ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, delator do esquema de corrupção. Um cofre cheio de dinheiro chegou a ser localizado pela polícia enterrado no quintal da casa da promotora.

Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a dupla deveria continuar recebendo salários e nos quadros do MPDFT, mesmo sem trabalhar, até que todos os recursos forem julgados.

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