Ex-governadora rebate MP sobre Abadião: “Eu que o construí”

Posição de Maria Abadia ocorre após promotor solicitar que GDF rebatize o estádio ceilandense, já que lei federal impede homenagem a vivos

atualizado 04/02/2020 16:28

Igo Estrela/Metrópoles

A ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSB) rebateu, nesta terça-feira (04/02/2020), a investida do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) de retirar o nome da ex-tucana do principal estádio de Ceilândia, o Abadião.

A solicitação da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social baseia-se em lei federal que impede que monumentos e obras públicas sejam batizados em homenagem a personalidades vivas.

“Quem quer mudar o nome do estádio não sabe que fui eu quem o construiu”, disse à coluna Janela Indiscreta, enquanto acompanhava, na Câmara Legislativa (CLDF), a abertura do semestre legislativo dos deputados distritais.

A reação da ex-titular do Palácio do Buriti é resultado de recomendação do promotor Sérgio Bruno para que o Governo do Distrito Federal (GDF) retire o nome da política do estádio ceilandense. Abadia foi a fundadora da região administrativa e, por isso, acabou homenageada.

Segundo ela, a honraria ocorreu “por vontade popular” e, oficialmente, o estádio não tem o nome dela. “Foi um apelido que a população deu em reconhecimento ao meu trabalho”, finalizou.

Em contato com a coluna, o administrador de Ceilândia, Marcelo Martins – mais conhecido como Marcelo Piauí –, explicou que o órgão só se pronunciará após a assessoria jurídica apresentar um parecer com o histórico oficial sobre a homenagem.

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