Gisno: remarcada votação sobre gestão compartilhada com PM na escola

Unidade de ensino da Asa Norte é uma das seis novas escolhidas pelo GDF que devem passar a ter gestão compartilhada com forças de segurança

Jacqueline Lisboa/MetrópolesJacqueline Lisboa/Metrópoles

atualizado 08/08/2019 19:12

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) decidiu adiar a assembleia em que pais e professores do Colégio Gisno, localizado na 907 Norte, votariam se são ou não a favor de que a escola passe a ter gestão compartilhada com a Polícia Militar (PMDF). Antes prevista para esta sexta-feira (09/08/2019), a reunião agora está marcada para a próxima quarta (14/08/2019). A votação, por sua vez, ocorrerá no dia 17 de agosto.

A notícia de que a escola foi uma das seis escolhidas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) conturbou o ambiente do colégio. Na voltas às aulas neste segundo semestre, em 29 de julho, o Gisno protagonizou polêmica após o diretor da unidade de ensino autorizar reunião de integrantes do Sindicato dos Professores (Sinpro) com alunos durante o horário letivo.

De acordo com alguns servidores da própria pasta, os representantes do Sinpro-DF tentavam desconstruir o novo modelo, implementado com sucesso em quatro centros de ensino. “O intervalo durou, no mínimo, 30 minutos a mais do que deveria”, pontuou um educador que preferiu não se identificar. Ele ainda acusou os colegas de sindicato de fazer panfletagem na sala dos docentes.

PM na escola

Desde 11 de fevereiro, quando começou o ano letivo, a PM atua diariamente: no Centro Educacional (CED) 1 da Estrutural; no CED 308 do Recanto das Emas; no CED 7 de Ceilândia; e no CED 3 de Sobradinho. Conforme noticiado pelo Metrópoles, pouco menos de um mês após a implementação da novidade, a comunidade escolar já sentia os efeitos e elogiava as mudanças.

Com 693 instituições no DF, a rede de ensino tem sinalizado positivamente em relação ao projeto de gestão compartilhada com a Polícia Militar, por ajudar na melhora de questões como segurança, disciplina e desempenho na aprendizagem. A esperança das unidades de ensino, em especial as de áreas mais carentes, é conseguir reverter uma realidade de violência e precariedade nas imediações das escolas e investir na educação como instrumento de mudança social.

Segundo o GDF, o projeto visa, por meio de ações conjuntas, proporcionar uma educação de qualidade com a construção de estratégias voltadas ao policiamento comunitário como forma de enfrentar a violência, incluindo o ambiente escolar. Em fevereiro, a Promotoria de Educação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) se manifestou pela legalidade do projeto-piloto de gestão compartilhada entre a Polícia Militar e a Secretaria de Educação nas quatro escolas públicas do DF citadas.

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