Dor e emoção na missa de despedida de Joaquim Roriz no Memorial JK

Ritual é celebrado por Dom José Freire Falcão, arcebispo emérito de Brasília. 60 pessoas participam, mas multidão acompanha do lado de fora

atualizado 28/09/2018 11:17

A emoção tomou conta do Memorial JK, durante a celebração da missa em homenagem ao ex-governador de Brasília Joaquim Roriz, morto nessa quinta-feira (27/9). Cerca de 60 pessoas participaram, dentro do Memorial JK, do ritual celebrado pelo cardeal Dom José Freire Falcão, amigo da família e arcebispo emérito de Brasília. Do lado de fora, uma multidão acompanhou a celebração com a ajuda de um telão.

Viúva de Roriz, Dona Weslian chorou o tempo todo. Ela não saiu do lado do caixão, durante a cerimônia. Políticos como Paulo Octávio e Eliana Pedrosa participaram do ritual. Filha do ex-governador, Jaqueline Roriz fez a primeira leitura da missa. “Não vou falar muita coisa. Apenas que o céu hoje está mais azul”, disse. A música que abriu a cerimônia foi “Vem, Eu Mostrarei”, uma tradicional canção franciscana que diz que “o caminho leva ao Pai”. E, como parte da cerimônia, o Ato Penitencial teve como tema “Perdão, Senhor, tanto erro cometi”.

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“Nosso morto Roriz está presente em nossas vidas pelo testemunho de vida e como cristão. Temos a certeza de uma vida eterna após a morte do corpo perecível. Mesmo quem discordou dele o encontrará lá. Aberto aos outros na vida eterna”, afirmou Dom Falcão, durante a homília. De acordo com o cardeal, Roriz foi um grande político e “agora, está na vida eterna”.

Confira vídeo da missa:

 

Joaquim Roriz Neto leu uma carta durante a missa. “Eu já percebo o vazio da ausência do meu avô. Mas tudo que ele fez por Brasília ficará para sempre. Joaquim Roriz é a grande referência, porque ele sempre fez o bem. Vamos fazer um cobertor de proteção sobre você vovó (Weslian)”, afirmou Roriz Neto

A multidão que acompanhou a missa do lado de fora do Memorial JK demonstrou muita emoção e também seguiu as leituras e cânticos. Muitos pediram para entrar e participar da missa. “Esperamos que, por esse mistério, nosso irmão Roriz, ressuscite para a vida eterna”, afirmou Dom José Freire Falcão. “Fecha-se um ciclo. Roriz foi o maior de todos os governadores e essa despedida representa muito isso. Não sei como será o futuro político da cidade. Sei apenas que ficará um vazio”, afirmou o ex-governador José Roberto Arruda.

A cerimônia foi encerrada ao som de “As Andorinhas”, clássico sertanejo do Trio Parada Dura, que, em seus versos iniciais, diz assim: “As andorinhas voltaram. E eu também voltei. Pousar no velho ninho. Que um dia aqui deixei”. A missa de sétimo dia será realizada na Catedral Metropolitana de Brasília, ainda sem horário definido.

Joaquim Roriz é o primeiro político a ser velado no Memorial JK. Em agosto de 2015, o ex-governador recebeu o título de Cidadão Honorário no mesmo monumento.  O ex-governador estava internado no Hospital Brasília, no Lago Sul, desde 24 de agosto, quando deu entrada com febre alta e suspeita de pneumonia. Os médicos confirmaram o óbito às 7h50 de quinta (27), por choque séptico decorrente de complicações da infecção pulmonar, que resultou em falência múltipla dos órgãos.

Cortejo fúnebre
Após a missa, o corpo de Roriz segue em cortejo fúnebre, em carro aberto dos bombeiros até o cemitério Campo da Esperança, na 916 Sul. O traslado será acompanhado por batedores do Corpo dos Bombeiros e da Polícia Militar. O caixão vai ser conduzido em carro aberto pelas ruas do Distrito Federal e carregado por cadetes dos Bombeiros, que também vai disponibilizar corneteiros para toques fúnebres.

O comboio sairá do Memorial JK pelo Eixo Monumental (Via S1) e seguirá até o Palácio do Planalto. De lá, pegará a L4 Sul e, na altura da Embaixada do Iraque, entrará na Estrada Setor Policial Militar para chegar ao cemitério, na 916 Sul. O corpo de Roriz será enterrado em uma sepultura próxima à lápide de Juscelino Kubitschek. O governador Rodrigo Rollemberg decretou luto oficial de três dias.

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