Temporal deixa desabrigados na Vila Basevi e Lago Oeste
Granizo e ventos fortes causaram prejuízos também no Guará. Defesa Civil e Corpo de Bombeiros permanecem em alerta. Previsão é de novas pancadas d' água nesta quarta (7/10)

Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros estão desde a noite desta terça-feira (6/10) na Vila Basevi, em Sobradinho. O local foi um dos mais atingidos pelo temporal que caiu no final da tarde e na madrugada desta quarta (7/10) no Distrito Federal. A chuva de granizo e fortes ventos deixaram um rastro de destruição na região, com dezenas de casas destelhadas e famílias desabrigadas. Diante do cenário, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) foi ao local acompanhar pessoalmente a situação dos desabrigados.
A Defesa Civil informa que 114 residências foram danificadas na Vila Basevi e na Fercal, também em Sobradinho, num total de 456 pessoas. Quatro famílias estão desabrigadas. O número pode aumentar, já que uma vistoria está sendo feita nas construções para ver quais delas serão liberadas para os proprietários e as que serão interditadas.
A preocupação das autoridades tem um motivo. O Instituto de Meteorologia (Inmet) alerta que há previsão de novas pancadas de chuva para o final da tarde desta quarta, embora o calor prevaleça ao longo do dia. A expectativa de mais chuva deixou os moradores da Vila Basevi assustados, já que muitos tentam reconstruir o que foi destruído na madrugada.
No vídeo, a diarista Líria Rodrigues, 37 anos, mostra a casa destruída e chora.
Segundo o Corpo de Bombeiros, muitas árvores e muros caíram. Com a chuva de granizo se formou uma grande camada de gelo, que ainda na manhã desta quarta (7) atrapalha a entrada e a saída em algumas residências e estabelecimentos.



A Escola Classe Vila Basevi está interditada pela Defesa Civil, já que boa parte do telhado foi levada pelo temporal. “A chuva começou normal, com ventania. Aumentou muito rápido e tudo começou a desabar. Nos abrigamos no andar debaixo. Só deu tempo de correr para desligar a energia”, lembrou o eletricista Leandro dos Santos, 30 anos, que teve a casa destruída.
Rollemberg
Ao desembarcar de helicóptero no local, o governador Rodrigo Rollemberg visitou a escola interditada. Disse que determinou prioridade no atendimento das famílias atingidas: “Vamos conversar com as nossas equipes e com a população e calcular o estrago. Vamos levantar o que podemos fazer de imediato para não deixar ninguém desassistido”.
Questionado se as famílias poderiam receber o auxílio-aluguel, Rollemberg destacou que tudo o que estiver ao alcance do governo será feito. A presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PDT), também esteve no local. Depois, o grupo seguiu para a Fercal.

Na região da Fercal, os estragos também foram grandes. “Bate uma sensação de desespero. Estava na escola e vim correndo pra casa. O vento e a chuva levaram o teto, fizeram um grande buraco”, lamentava a merendeira Maria de Fátima Sousa, 36 anos.
Inédito
Segundo o coronel Sérgio Bezerra, da Defesa Civil, a quantidade de granizo surpreendeu. “Nunca vi isso ocorrer aqui no DF. Foi inédito. Já vi registros no Paraná e em Santa Catarina, onde passei, mas não no DF”, disse ele.
Outra região atingida foi o Lago Oeste, em Sobradinho II. Algumas famílias ficaram desabrigadas e uma pessoa precisou ser levada para o hospital com suspeita de fratura na perna. Muitas casas também ficaram destelhadas e árvores foram derrubadas.
Guará
No Guará, moradores também contabilizam os prejuízos. Na QI 31, uma torre de antena de celular caiu sobre carros e quiosques. Ninguém ficou ferido. Os ventos também derrubaram árvores e a chuva de granizo chegou a quebrar vidros de janelas de algumas casas e apartamentos.


