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Bolsonaristas passam mal, desconfiam de laxante e pedem doação para banheiro químico

Bolsonaristas estão no acampamento há quatro dias. Eles não aceitam a vitória de Lula e pedem que o Exército faça uma “intervenção federal”

atualizado

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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Manifestantes pró-Bolsonaro com bandeiras do Brasil enroladas ao corpo em frente ao Quartel General do Exército Forte Caxias, QG do exército em Brasília - Metrópoles
1 de 1 Manifestantes pró-Bolsonaro com bandeiras do Brasil enroladas ao corpo em frente ao Quartel General do Exército Forte Caxias, QG do exército em Brasília - Metrópoles - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

No quarto dia seguido de protestos em frente ao Quartel General do Exército, no Setor Militar Urbano, em Brasília, bolsonaristas começaram a passar mal e acusaram “grupos sabotadores” de servirem bebida e alimentos com laxante. Em um microfone, na tarde desta quinta-feira (3/11), um líder do movimento avisou: “Pessoal, cuidado, porque tem gente distribuindo água e comida contaminada”, disse. Eles também pedem doação para alugar mais banheiros químicos instalados no espaço.

O grupo acampado não aceita o resultado da Eleição 2022, que deu a vitória nas urnas ao petista Luiz Inácio Lula da Silva. Eles seguem no ato com o objetivo de pedir ajuda das Forças Armadas para “manter o país em ordem”. Pelo acampamento, é possível ouvir palavras de guerra contra Lula, além de comemorações quando fake news se espalham pelo espaço.

Em um palco montado em cima de uma carreta, líderes do movimento dão os avisos e divulgam informações que consideram importantes. Nesta tarde, um homem divulgou a fake news de que o Supremo Tribunal Militar (STM) apresentou provas de fraude nas eleições e deu 72 horas para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se manifeste. Com os ânimos aflorados com a notícia, os bolsonaristas pediram, mais uma vez, “intervenção federal”.

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A logística tem funcionado como um acampamento farroupilha. Toda a alimentação está sendo servida de forma gratuita, por voluntários, apesar dos bolsonaristas não revelarem os responsáveis pelo pagamento da estrutura que permite o mínimo conforto às pessoas que seguem no local.

Um espaço improvisado funciona como cozinha e serve água, refrigerante, arroz com linguiça e até pão com mortadela.

Os organizadores pediram “dois reais ou a quantia que tocar o coração” para pagar por mais banheiros químicos. São 34 banheiros instalados, ao custo de R$ 100, cada, por dia.

DF Legal no acampamento bolsonarista

O DF Legal atuou na manifestação a fim de impedir comércio irregular, mas os ambulantes disfarçaram-se e driblaram a equipe. Dois policiais militares acompanharam a ação, em clima amistoso, cumprimentando os presentes.

Bolsonaristas também tentam deslocar-se da imagem de Jair Bolsonaro (PL) com o intuito de passar uma ideia de “ato em prol do Brasil”, e não de um movimento político. No entanto, é só passar pelo estacionamento para encontrar adesivos do atual mandatário do país em carros, além de frases que repetem discursos do chefe do Executivo derrotado.

Conflitos por poder entre bolsonaristas

Diferentes bolsonaristas tentam puxar para si a organização do ato, o que gera alguns pequenos conflitos. Uma dessas pessoas pediu para retirarem faixas fixadas em grades com pedidos de intervenção em inglês.

“Tira, porque eu vi agora aqui no celular uma montagem que fizeram colocando ‘Viva o Lula’ nessa faixa.”

Outra pessoa, no entanto, questiona. “Mas isso é montagem, não tem nada a ver. A mídia do Brasil fica mentindo, então enquanto a mídia estrangeira não legitimar, o Exército não vai poder fazer nada”, reclamou.

O discurso contra a imprensa é constante. Uma das bolsonaristas reclamou da cobertura da imprensa no ato que reuniu cerca de mil pessoas: “Ontem tinha 2 milhões de pessoas aqui e falam como se fossem uns gatos pingados”, disse.

Não há contabilização oficial de presentes, mas 2 milhões é quase o número total de eleitores no Distrito Federal. Bolsonaro teve 1.041.331 de votos na capital.

Os manifestantes pretendem ficar mais dias acampados, sem data para fim do ato. Eles pedem que empresários doem capas de chuva e barracas.

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