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Dia do beijo na seca e mais dramas de quem segue em isolamento social

Mais um dia do beijo sem beijar? Especialistas dão dicas para passar essa fase com tranquilidade

atualizado 05/07/2021 18:36

Getty Images

Selinho, beijo de língua, beijo de novela, beijo grego. Beijo molhado, beijo com lambida, beijo apertado e beijo demorado. São tantas as opções para se deliciar com o ato de pressionar os lábios contra algo ou alguém, que dá água na boca só de pensar.

No dia 6 de julho é comemorado o Dia Internacional do Beijo. A data também é lembrada em 13 de abril. E para um hábito tão gostoso quanto esse, tudo bem ter mais de uma celebração.

O que deveria ser só prazer, pode estar se tornando a aflição de muita gente, principalmente quem está solteiro. Isso porque o uso de máscaras, o distanciamento social, e as demais medidas de segurança impostas pela pandemia causada pelo coronavírus deixou muita gente ficar na “seca”.

Tem gente que não beija na boca desde o início da quarentena. Elencamos alguns pensamentos sombrios que têm rondado a cabeça de quem está seguindo os protocolos, e batemos um papo com quem entende do assunto. Em solidariedade à essas pessoas e a fim de mostrar a luz no fim do túnel, a Pouca Vergonha ouviu duas terapeutas sexuais que compartilham dicas de como se sentir melhor sobre a “carentena”.

Será que desaprendi a beijar?

“Beijo não se desaprende! Basta alguns minutos próximo de alguém que lhe atraia a atenção, e conectar sua boca à da pessoa e BOOM, você relembra a mágica deliciosa que é beijar”, comenta a terapeuta sexual Thais Plaza.

E se meu primeiro beijo pós quarentena for um fiasco?

A terapeuta Thalita Cesário lembra que em alguns casos, se falta química, pode ser que o beijo não encaixe. E está tudo bem. “Isso não significa que a pessoa desaprendeu a beijar”, aponta. Se a experiência não foi boa, a dica é tentar outras vezes até acertar o encaixe. “Busque novos beijos ao invés de querer voltar num passado”, orienta a terapeuta. “É possível ter diversos beijos inesquecíveis durante sua vida afetiva”, completa.

Voltei a ser BV (boca virgem)?

Para Thais, a boca só é virgem até alguém encostar nela e você se entregar às delícias de um bom beijo na boca. “Depois de beijar não tem como voltar atrás ou ficar virgem de novo”, tranquiliza a terapeuta.

Tesão acumulado na boca

Para Thais, é normal sentir tesão no beijo, e após o período em isolamento, pode ser que a pessoa esteja com tesão acumulado. “O primeiro beijo pós-pandemia vai ser uma explosão de sensações! Mas é importante lembrar que beijo é uma atividade que proporciona prazer sempre, não importando quanto tempo você ficou sem praticar”, explica.

Independente de quando for rolar o tão esperado beijo, se for na boca, na bochecha, no pescoço, em partes íntimas… (deixe a imaginação e a vontade tomar conta do momento), o que vale sempre é a conexão com a parceria, o respeito e a responsabilidade.

“Beijar aquela pessoa por quem você sente atração deixa o beijo mais intenso e mais gostoso”, aponta Thaís.

Quando chegar o momento

A dica da Thalita é beijar com vontade, e observar o ritmo da outra pessoa. “Invista em boa higiene bucal e cuide do hálito. Já existem refrescantes bucais que melhoram o hálito, dão sabor ao beijo e ainda podem ser usados no sexo oral”, indica.

Para Thais, a primeira coisa que precisamos lembrar é que assim como nós respeitamos as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e estamos nos cuidando e nos protegendo, existem pessoas que fazem o mesmo. “O ideal portanto é unir essas pessoas que seguem se cuidando para encontros seguros (sem aglomerações). Os aplicativos de relacionamento ajudam muito a criar essa ligação entre as pessoas, e através de boas conversas e um tempo de interação virtual é possível sentir se existe conexão”, aconselha a terapeuta.

“Desta forma você encontrará primeiramente alguém para conversar, e rolando conexão, poderá trocar beijos, carinhos e carícias sabendo que este outro alguém também vive o mesmo momento que o seu”, finaliza.

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