Paulo Cappelli

Freixo contesta Fux: “Se tentativa virasse golpe, não ia sobrar STF”

Marcelo Freixo criticou o ministro Luiz Fux por justificar que a tentativa de golpe não caracteriza o crime de organização criminosa

atualizado

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Marcelo Freixo Fux
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Presidente da Embratur e ex-deputado federal, Marcelo Freixo (PT-RJ) contestou o voto de Luiz Fux no julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete réus por suposta tentativa de golpe de Estado. Freixo criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) por sustentar que apenas a tentativa de golpe não configuraria o crime de organização criminosa.

“Um plano de golpe, um plano de atentado à democracia, sim, ele é característico e ele caracteriza uma organização criminosa. Porque, se esse golpe for bem-sucedido, ou seja, se ele deixar de ser um plano para ser de fato um golpe, não vai sobrar Supremo, não vai sobrar Congresso, não vai sobrar nada para julgar esse golpe, porque o golpe já foi dado”, disse Freixo.

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Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado
Marcelo Freixo contestou argumentos de Luiz Fux para pedir anulação de
Luiz Fux defendeu anulação de julgamento de Jair Bolsonaro pelo STF
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Luiz Fux defendeu anulação de julgamento de Jair Bolsonaro pelo STF

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Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado
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Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado

Hugo Barreto/Metrópoles
Marcelo Freixo contestou argumentos de Luiz Fux para pedir anulação de
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“É a primeira vez na história do Brasil que uma tentativa de golpe ou um golpe chega ao banco dos réus. Então, é evidente que o plano, sim, caracteriza uma organização criminosa. Uma pessoa sozinha não faz um golpe. É uma organização criminosa que planeja um atentado à democracia. E que bom que não foi bem-sucedido”, afirmou o presidente da Embratur.

Competência do STF

Freixo também defendeu o julgamento pelo STF, outro ponto contestado por Fux. Para o ministro, a Corte é incompetente para julgar a ação contra Bolsonaro e os demais acusados porque nenhum deles dispõe de prerrogativa de foro.

“O que está em julgamento não pode ser o golpe efetivado. Porque, se for o golpe efetivado, não tem Supremo para julgar nada depois. E é evidente que um crime dessa envergadura tem que ser julgado, obviamente, pela Suprema Corte. Queria que uma tentativa de golpe fosse julgada pela primeira instância? Isso não tem o menor cabimento. Mas que bom que há divergências também no Supremo, o que mostra que existe democracia até dentro da Corte”, disse o ex-deputado.

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