Mirelle Pinheiro

Como é o Pico Paraná, montanha onde jovem desapareceu após o Réveillon

Roberto desapareceu durante a descida da montanha após passar o réveillon no local com uma amiga

atualizado

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Denis Ferreira Netto/Divulgação
Pico Paraná
1 de 1 Pico Paraná - Foto: Denis Ferreira Netto/Divulgação

O desaparecimento do jovem Roberto Farias Tomáz, de 19 anos, trouxe novamente atenção para um dos ambientes mais desafiadores do montanhismo brasileiro, o Pico Paraná. Com 1.877 metros de altitude, o local é o ponto mais alto da região Sul do país e integra a Serra do Ibitiraquire, no Paraná, uma cadeia montanhosa conhecida pela beleza, mas também pela complexidade técnica e pelos riscos envolvidos.

Roberto desapareceu durante a descida da montanha após passar o réveillon no local com uma amiga. Ele foi localizado com vida na manhã desta segunda-feira (5/1). Equipes de resgate enfrentaram dificuldades impostas pela própria geografia da região, marcada por mata atlântica densa, terrenos irregulares e mudanças bruscas de clima.

Apesar de ser um destino popular, o Pico Paraná não é uma trilha simples. O percurso total soma cerca de 17 quilômetros, entre ida e volta, com desníveis acentuados, penhascos expostos, paredões com grampos de metal e áreas onde é necessário o uso constante das mãos para progressão.

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Roberto Farias Thomaz
Amiga deixou jovem para trás antes de ele sumir em montanha do Paraná
Roberto e Thayane a caminho da trilha no Pico Paraná
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Roberto e Thayane a caminho da trilha no Pico Paraná

Reprodução/Instagram @sra_smith_11
Roberto Farias Thomaz
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Roberto Farias Thomaz

Reprodução/Internet
Amiga deixou jovem para trás antes de ele sumir em montanha do Paraná
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Amiga deixou jovem para trás antes de ele sumir em montanha do Paraná

Reprodução/Internet

Em diversos pontos, raízes grossas, troncos caídos e trechos arenosos tornam a caminhada lenta e fisicamente exigente.

A trilha atravessa dois principais pontos de pernoite, os acampamentos 1 e 2, antes da reta final ao cume. Entre esses pontos, a sinalização é limitada, e erros de navegação são comuns, especialmente em condições de neblina, chuva ou durante a noite.

Por isso, lanternas, preparo físico e experiência prévia são considerados itens básicos de segurança. No caso de Roberto, testemunhas relataram que ele passou mal durante a subida, apresentando vômitos e sinais de debilidade física.

Ainda assim, conseguiu alcançar o cume por volta das 4h da manhã do dia 1º de janeiro. A descida, considerada por montanhistas como uma das partes mais perigosas do trajeto, foi o momento em que ele acabou se separando do grupo e não foi mais visto.

À noite, a temperatura pode chegar a valores próximos ou abaixo de zero, enquanto durante o dia o risco de insolação e desidratação também é alto. Chuvas repentinas são frequentes e podem reduzir drasticamente a visibilidade, além de tornar as rochas escorregadias.

A vegetação muda conforme a altitude, quanto mais alto, menor o porte das árvores, dando lugar aos chamados Campos de Altitude, com vegetação rasteira e arbustiva.

Essa transição, somada ao relevo acidentado, cria áreas abertas intercaladas com trechos de mata fechada, o que dificulta a localização de pessoas fora da trilha principal.

Parque

O Parque Estadual Pico Paraná foi criado em 2002 e possui regras específicas de acesso. A entrada exige cadastro, e o Instituto Água e Terra (IAT) recomenda fortemente que visitantes sem experiência contratem guias credenciados.

Apesar de não ser obrigatório, o acompanhamento profissional é visto como essencial para quem não conhece bem a região.

Após o desaparecimento de Roberto, o acesso a alguns dos principais picos do parque foi temporariamente fechado para não interferir nas buscas.

 

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