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Após Covid-19, sepultamentos no DF aumentam 145% em um ano

Empresa que administra cemitérios da capital informou que doença representa 42,6% dos enterros registrados no mês passado

atualizado 09/04/2021 16:12

enterro coronavirus 100 mil mortos11Jacqueline LIsboa/Especial Metrópoles

Os sepultamentos de mortos pela Covid-19 registrados em março deste ano superaram o número total de enterros por todas as causas que ocorreram no mesmo período de 2020 no Distrito Federal. De acordo com a Campo da Esperança, empresa que administra os seis cemitérios da capital federal, em março de 2020 foram computados 825 sepultamentos, por diversos motivos, sendo 11 deles devido ao novo coronavírus.

No mesmo período deste ano, a quantidade pulou para 2.027 enterros, configurando aumento de 145%. Desses, 865 são decorrentes da Covid-19. O número representa 42,6% do total dos funerais ocorridos no mês passado em todos os cemitérios da capital da República.

Ainda segundo informações da concessionária, de 1º a 6 de abril deste ano, foram realizados 528 sepultamentos no Distrito Federal. Desse total, 200 eram de vítimas suspeitas e confirmadas de infecção pelo novo coronavírus, o que representa 37,8% de todas as solenidades fúnebres. O balanço não corresponde ao total de mortos pela doença, já que, em alguns casos, familiares optam por levar os corpos para outras localidades.

Apesar do crescimento considerável dos enterros, a Campo da Esperança garante que existe capacidade para o novo cenário que tem se desenhado na capital brasiliense.

“Mesmo com o aumento do número de mortes em virtude da pandemia da Covid-19, não houve em momento algum a falta de jazigos em Brasília ou a espera por jazigos em construção. O estoque de novas sepulturas é mantido sempre para, pelo menos, 5 meses de sepultamentos, conforme o que já era praticado pela concessionária antes da pandemia”, informou a Campo da Esperança.

Veja os dados sobre os sepultamentos no DF:

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Novos jazigos

A empresa também explica que, de todos os cemitérios existentes no DF, o Campo da Esperança na Asa Sul tem espaço disponível para mais 8 anos de escavações; o de Sobradinho, mais 26 anos; o de Planaltina, 3 anos; o de Brazlândia, mais 14 anos; o de Taguatinga (foto abaixo), 5 meses; e o do Gama, 10 meses. Os dados são de março deste ano.

“Para aumentar o tamanho do espaço disponível para a construção de novos jazigos no caso dos cemitérios de Taguatinga e do Gama, por exemplo, a concessionária faz, desde 2016, exumações de sepulturas antigas da área social e reaproveita os espaços para construir novos jazigos. O procedimento não envolve jazigos particulares, somente os da área social, e tem a chancela da Sejus [Secretaria de Justiça e Cidadania], do MPDFT [Ministério Público do Distrito Federal e Territórios] e da PGDF [Procuradoria-Geral do DF]”.

Covas do cemitério de Taguatinga para receber vítimas do coronavírus
Cemitério de Taguatinga realiza exumação das covas com mais de cinco anos dos enterros sociais. Em meio à crise do coronavírus, a administração do local trabalha no sentido de liberar mais vagas para sepultamentos

Segundo a empresa, antes de qualquer escavação, são feitos levantamentos dos locais passíveis de exumação e divulgação das listas com o nome dos sepultados no Diário Oficial do DF (DODF). Todo o material exumado, frisa, é devidamente identificado e realocado no columbário – local em que são depositadas as urnas funerárias – do próprio cemitério.

“Além dos jazigos novos, há cerca de 107 mil gavetas não utilizadas em jazigos já adquiridos pelas famílias. Essa reserva já em posse das famílias garante estoque para 8 anos. Gavetas são compartimentos dentro dos jazigos que comportam um caixão e algumas urnas de exumação e de cremação. Cada jazigo pode ter até três gavetas”, informa a concessionária.

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