Com Rebeca Ligabue, Sabrina Pessoa, Marcella Freitas, Carina Benedetti e Luiz Maza

Coronavírus: entenda os impactos da pandemia na indústria da moda

Em meio ao caos decorrente do Covid-19, marcas fazem doações e personalidades se manifestam, enquanto o mercado fashion passa por incertezas

atualizado 19/03/2020 15:09

mulher caminha na rua com máscara descartável Stringer/Getty Images

Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia devido à rápida expansão do coronavírus pelo mundo. Inevitavelmente, os impactos também atingiram a indústria fashion. Enquanto eventos foram modificados ou cancelados, as consequências foram sentidas nas vendas. Além disso, personalidades se manifestaram em busca de conscientização e doações.

Marcas chinesas e várias labels globais estão atuando por melhorias. Na semana passada, o grupo Armani, por exemplo, anunciou a doação de 1,25 milhão de euros. A quantia foi destinada a três hospitais de Milão (Luigi Sacco, San Raffaele e Instituto dei Tumori), ao Instituto Lazzaro Spallanzani, de Roma, e também à Agência de Proteção Civil Nacional.

Anteriormente, a Dolce & Gabbana havia anunciado apoio a uma pesquisa da Universidade Humanitas, em Milão. Quem também se comprometeu financeiramente foi a Versace. A diretora criativa da grife italiana, Donatella, e sua filha, Allegra, destinaram 200 mil euros ao departamento de terapia intensiva do Hospital San Raffaele, em Milão.

Na lista de apoio, o LVMH, nome por trás de grifes como Louis Vuitton, Fendi e Dior, deu US$ 2,3 milhões para a causa. Já o conglomerado Kering colaborou com mais de US$ 1 milhão. Juntas, várias marcas do grupo reuniram o montante. Gucci, Bottega Veneta, Balenciaga, Yves Saint Laurent, Alexander McQueen e Stella McCartney estão entre elas. A verba foi revertida ao governo e à Cruz Vermelha chineses.

Entre as etiquetas que se solidarizaram, também estão joalherias. A Swarovski contribuiu com quase meio milhão de dólares. A Bvlgari fez grande doação a um instituto de Roma, mas não revelou o valor.

Estilista Giorgio Armani acenando
O grupo Armani, do estilista Giorgio Armani, está entre os doadores. Destinou verba para hospitais italianos e a Agência de Proteção Civil da Itália

 

Donatella Versace
Donatella Versace também se comprometeu com a causa

 

Estilistas Domenico Dolce e Stefano Gabbana
Domenico Dolce e Stefano Gabbana estão na lista de apoiadores

 

Uma das influenciadoras mais famosas do mundo, Chiara Ferragni não ficou de fora. Junto ao marido, o rapper Fedez, a fashionista lançou a campanha GoFundMe – Coronavírus: Rafforziamo La Terapia Intensiva (Coronavírus: Fortaleçamos os Cuidados Intensivos). A vaquinha on-line, que reuniu de famosos a fãs da influencer, juntou mais de 4 milhões de euros. Todo o valor arrecado será doado para a unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital San Raffaele, em Milão.

Em um desabafo no Instagram, a italiana, que tem quase 19 milhões de seguidores, explicou a situação alarmante. O post foi direcionado principalmente aos followers estrangeiros, que, segundo ela, representam 70% do perfil.

“O Estado decidiu trancar todos os italianos dentro de suas casas até o dia 3 de abril, para impedir que o vírus se espalhasse ainda mais e que o sistema de saúde e hospitais entrassem em colapso. Estamos todos vivendo em quarentena agora, como algumas cidades da China fizeram no mês passado. Então, por favor, comece a conscientização e entenda que essa não é uma gripe comum. É muito mais perigosa para todos nós: fique protegido o máximo possível neste momento crítico”, escreveu Ferragni.

chiara ferragni com máscara
Chiara Ferragni mora na Itália, o segundo país mais afetado pelo coronavírus

 

 

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Thank you guys and keep donating, link in bio ?? Let’s fight this situation with love ❤️

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Eventos 

Uma das recomendações gerais é evitar aglomerações e manter distância mínima de 1,5 m de outras pessoas. Por isso, os eventos de moda passaram por modificações.

Duas semanas de moda da China, de Pequim e Xangai, foram adiadas por causa do coronavírus. Elas estavam previstas para começar nos dias 25 e 26 de março, respectivamente.

Em fevereiro, quando a situação ainda estava concentrada na China, a Semana de Moda de Paris cancelou desfiles de marcas chinesas. As grifes Calvin Luo, Jarel Zhang, Maison Mai, Masha Ma, Shiatzy Chen e Uma Wang não participaram da fashion week.

Como um todo, a temporada de outono/inverno 2020 do principal circuito internacional de desfiles foi afetada. As semanas de moda europeias aconteceram no mês passado, mas adotaram métodos de precaução.

Os desfiles de Londres e Milão tiveram transmissões digitais em tempo real e veiculação de conteúdos nas redes sociais. Além disso, hábitos rigorosos de higiene foram implementados.

modelos posam juntas
Grifes chinesas não participaram do último Paris Fashion Week devido ao surto do novo coronavírus

 

modelo na passarela
Realizada entre 14 e 18 de fevereiro, a Semana de Moda de Londres implementou medidas de higiene de acordo com as diretrizes do governo britânico

 

modelos na passarela
Na Itália, providenciaram transmissões ao vivo e veiculação de conteúdos digitais

 

Em meio ao surto, várias marcas tiveram a prudência de adiar desfiles. A Armani passou para novembro uma exibição que ocorreria em Dubai no mês de abril depois de fazer a apresentação de outono/inverno 2020 sem audiência. Previsto para o fim do próximo mês nos Estados Unidos, o fall/winter 2020 da Ralph Lauren também foi suspenso.

A Gucci cancelou o desfile cruise 2021, marcado para 18 de maio na cidade de São Francisco, na Califórnia. A Versace decidiu fazer o mesmo com a apresentação que seria dois dias antes.

Outra marca que cancelou o desfile da temporada resort foi a Prada. A etiqueta apresentaria em Tóquio, no dia 21 de maio, a primeira coleção conduzida por Miuccia Prada e Raf Simons juntos. Na lista, está a grife Alberta Ferretti, que faria o show para a temporada em 22 de maio na Itália.

A Chanel adiou um show na China, agendado para maio, que reproduziria o Métiers D’Art, assim como o cruise, na Itália. O cruise da Dior seria apresentado na Itália em 9 de maio. Max Mara montaria a passarela em São Petersburgo, na Rússia, em 25 de maio. A Hermès também suspendeu o resort, em 28 de abril, na cidade de Londres.

O Mercedes-Benz Fashion Week Australia deveria ocorrer de 11 a 15 de maio, em Sydney. No entanto, a temporada de resort 2021 da semana de moda foi impedida provisoriamente.

modelo na passarela
A Ralph Lauren foi uma das grifes que cancelaram desfiles por enquanto

 

Miuccia Prada e Raf Simons
Raf Simons apresentaria a primeira coleção ao lado de Miuccia Prada

 

modelos na passarea
O próximo Chanel Metiers d’Art aconteceria na China

 

A Dior se apresentaria na Itália, porém, adiou o evento

 

Com a chegada ao Brasil e o aumento rápido de casos, as iniciativas brasileiras também não conseguiram escapar dos efeitos do Covid-19. A grife À La Garçonne, por exemplo, deu um novo direcionamento para apresentar a coleção 01-2020. O show foi realizado sem público, na Casa Triângulo, devido à expansão do Covid-19 na cidade de São Paulo.

Dadas as circunstâncias, a equipe trabalhou para garantir todos os registros em vídeos e fotos. O número de profissionais foi reduzido ao longo do dia, assim como a permanência dos modelos no espaço. Tudo para manter o menor risco possível de vulnerabilidade ao local.

Alexandre Herchcovitch, Fábio Souza e modelos no desfile 01-2020 da À La Garçonne
Alexandre Herchcovitch, Fábio Souza e modelos no desfile 01-2020 da À La Garçonne. O show aconteceu sem público

 

No dia 12 deste mês, o São Paulo Fashion Week também tomou uma atitude. A versão N49 do evento, que aconteceria entre  24 e 28 de abril, foi prorrogada.

“Diante do cenário atípico e visando preservar a saúde e o bem-estar de todos, a programação do Festival SPFW+ e a conferência internacional anunciada para o dia 27 de abril serão replanejadas”, informou em comunicado à imprensa e também nas redes sociais.

O Minas Trend (21 a 24 de abril) comunicou a suspensão da 26ª edição. “Os organizadores do evento entendem que, neste momento, a redução do contato social é fundamental para garantir o cuidado com a saúde humana. A possibilidade de uma nova data será avaliada”, anunciou a Federação da Indústrias de Minas Gerais (FIEMG).

modelos na passarela do São Paulo Fashion Week N46
O São Paulo Fashion Week N49 seria realizado de 24 a 28 de abril

 

A 26ª Edição do Minas Trend, que aconteceria entre os dias 21 e 24 de abril, também está suspensa

 

E o Met Gala?

Também no dia 12 de março, o Metropolitan Museum of Art fechou temporariamente depois que funcionários apresentaram sintomas de coronavírus. Já era esperado Met Gala não vingasse por agora. O baile aconteceria em 4 de maio, mas seguiu as diretrizes do governo norte-americano. A determinação é que todos os eventos até 15 de maio sejam postergados.

O anúncio de adiamento foi feito nessa segunda-feira (16/03). Ainda não foi divulgada nova data para a festa, que terá o tema About Time: Fashion and Duration (Sobre Tempo: Moda e Duração) e celebrará os 150 anos do museu. Desde 1995, Anna Wintour preside o evento e organiza a lista de convidados.

A expectativa em torno do Met Gala estava alta. Afinal, trata-se do tapete vermelho mais esperado no meio fashion. Para completar, a imprensa internacional especulou sobre a possível presença de Meghan Markle.

Anna Wintour
Organizadora do Met Gala e editora-chefe da Vogue norte-americana, Anna Wintour optou por adiar o baile

 

celebridades no Met Gala
Anualmente, o evento inclui uma lista seleta de convidados

 

Meghan Markle de vestido verde
Meghan Markle era um dos nomes esperados para a edição de 2020 do Met Gala

 

A mostra deste ano seria aberta no dia 7 de maio, com 160 peças femininas dos últimos 150 anos. A foto é da exposição de 2017

 

Prêmio LVMH

Conhecido por lançar talentos emergentes na indústria da moda, o Prêmio LVMH (LVMH Prize for Young Fashion Designers) também não tem mais data confirmada. A edição deste ano prometia Rihanna, Virgil Abloh e Stella McCartney no júri.

“Após analisar cuidadosamente as diretrizes dos governos federal e estaduais, bem como das agências de saúde pública, o presidente do CFDA, Tom Ford, e Steven Kolb, presidente e CEO, juntamente com o apoio total do conselho, tomaram a decisão de adiar o CFDA Fashion Awards 2020”, esclarece comunicado divulgado nessa quarta-feira (18/03).

 

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An Important Message from the CFDA: As coronavirus (COVID-19) continues to impact the globe, we want to update our members and the broader fashion community on the status of the annual CFDA Fashion Awards. After carefully reviewing the guidelines of federal and state governments, as well as public health agencies, CFDA Chairman, Tom Ford, and Steven Kolb, President and CEO, along with the full support of the board, have made the decision to postpone the 2020 CFDA Fashion Awards. Designer nominations will also be postponed to a later date. The CFDA will continue to monitor the ongoing situation and provide updates as they are available via email, at CFDA.com and on our social media accounts. The COVID-19 outbreak is bringing many challenges to fashion designers in both their personal lives and professional operations. As an organization with a diverse membership conducting business globally, the CFDA is doing everything it can to help our designers through these difficult times in their businesses. Visit CFDA.com for more information. #CFDAAwards

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Outras medidas

Para tentar ajudar no combate ao Covid-19, o LVMH anunciou que vai produzir álcool em gel para distribuir na França. O produto será feito pela divisão de cosméticos da companhia, especificamente por três marcas: Parfums Christian Dior, Guerlain e Parfums Givenchy. O conglomerado vai manter o compromisso pelo tempo que for preciso.

“Dado o risco de faltar álcool em gel na França, Bernard Arnault instruiu a divisão de perfumes e cosméticos da LVMH a preparar as fábricas para produzir quantidades substanciais de álcool em gel para serem entregues às autoridades públicas”, explicou comunicado do grupo.

Bernard Arnault
Bernard Arnault, o dono do LVHM, decidiu produzir e doar frascos de álcool em gel na França

 

Apesar de muitos eventos terem sido cancelados e a população de diversos países estar em resguardo, algumas pessoas mantêm seus compromissos. Cuidados acompanham a decisão.

Há oito dias, em uma postagem no Instagram, a top model Naomi Campbell apareceu toda “empacotada”. Os cliques foram feitos no Aeroporto Internacional de Los Angeles, na Califórnia. A supermodelo aproveitou para avisar aos seguidores que publicaria um vídeo em seu canal no YouTube sobre a proteção em relação ao coronavírus.

Naomi Campbell proteção coronavírus
Naomi Campbell apareceu toda coberta em aeroporto

 

Naomi Campbell de máscara
Ela protegeu todo o rosto

 

Na mesma vibe, a cantora Erykah Badu usou visual inspirado em uniformes de proteção para ir ao Texas Film Awards. A premiação aconteceu no dia 12 de março, em Austin, nos Estados Unidos.

Assinado por ela mesma, o look foi batizado de “costura de distanciamento social”. Coberta da cabeça aos pés, a norte-americana usou macacão branco como peça-chave. O item foi estilizado com monogramas da Louis Vuitton. Para completar, máscara, luvas e capuz.

Erykah Badu com roupa de proteção
Erykah Badu foi ao Texas Film Awards e subiu ao palco de máscara

 

Erykah Badu com roupa de proteção
O visual branco foi costumizado com o logotipo da Louis Vuitton

 

Vendas e impacto no mercado 

Com o caos na China, fábricas e lojas no país foram fechadas. Em geral, a queda no primeiro bimestre é a maior em três décadas. A indústria chinesa despencou 13,5% em janeiro e fevereiro em comparação com o mesmo período de 2019. Na moda, o comércio também tombou. Afinal, o país é o maior consumidor do segmento de luxo.

A indústria têxtil da Ásia deve perder cerca de US$ 238 milhões por causa do Covid-19, segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). Além da China, os países mais afetados são Vietnã, Tailândia e Indonésia. Só no Vietnã, onde o mercado é crescente, são 3 milhões de empregados do segmento.

Ao longo do tempo e com a expansão descontrolada da doença, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, as consequências passaram a afetar completamente o mercado global. De acordo com a agência de comércio e desenvolvimento da ONU, o coronavírus deve custar US$ 1 trilhão à economia mundial em 2020.

mulher de máscara com sacolas de compra
O coronavírus pode custar US$ 1 trilhão à economia global neste ano

 

Mulher trabalhando em uma máquina de costura
A indústria têxtil da Ásia está fortemente afetada

 

Mulher trabalhando com máquina de tecelagem
A região sudeste da Ásia fabrica peças para grandes marcas

 

Todo o mercado está em um momento delicado. Uma das consequências gerais mais evidentes é a interrupção de vendas. A Inditex, proprietária da Zara, baixou quase 300 milhões de euros em estoque e disse que as vendas caíram 24% nas duas semanas até 16 de março.

Na semana passada, Adidas e Puma relataram um colapso nas vendas na China e advertiram estava se espalhando para outros locais. A Nike também já havia anunciado um declínio.

A Adidas, por exemplo, informou que no primeiro trimestre a queda deve ser de até 1 bilhão de euros na Grande China (incluindo Hong Kong, Macau e Taiwan). Mais cerca de 100 milhões no Japão e na Coreia do Sul.

loja da Zara fechada
O cenário está completamente instável. A Zara é uma das marcas que enfrenta queda nas vendas

 

loja da Adidas fechada
Etiquetas esportivas também enfrentam problemas devido ao novo coronavírus. Na foto, uma loja da Adidas fechada na capital francesa

 

À medida em que o setor fashion se prepara para intensas consequências econômicas, as empresas tentam se adaptar aos contínuos esforços de contenção. Chanel, Sephora, Nordstrom e Selfridges estão entre os nomes que fecharam as portas provisoriamente em países com mais risco relacionado ao Covid-19. Até a pandemia ser amenizada e autoridades locais demonstrarem avanços.

Nessa quarta-feira (18/03), o grupo Kering fechou todas as lojas no Reino Unido e também na América do Norte. Isso engloba espaços de labels como Gucci, Balenciaga, Saint Laurent, Bottega Veneta e Alexander McQueen.

A princípio, a atitude vai durar duas semanas. A holding manteve o pagamento integral dos trabalhadores do varejo e o funcionamento do comércio eletrônico.

No Brasil, apesar das recomendações de isolamento, muitos shoppings e estabelecimentos comerciais continuam funcionando. Para diminuir o contato físico, algumas marcas oferecem promoções para quem comprar pelos e-commerces. Farm, Capezio e Cris Barros estão entre elas.

loja da Gucci fechada
Os esforços são coletivos. O Kering, controlador da Gucci e outras grifes, fechou inúmeras lojas por pelo menos duas semanas

 

fachada parkshopping
Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, os governos determinaram nessa quarta-feira (18/03) que todos os shoppings ficassem parados. Em Brasília, os comerciantes terão 15 dias de pausa. No entanto, em outros lugares, estabelecimentos comerciais continuam funcionando

 

 

O coronavírus

A infecção causada pelo novo coronavírus foi relatada no ano passado em Wuhan, na China. O surto inicial de Covid-19 atingiu pessoas com alguma associação a um mercado de frutos do mar.

A OMS emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de 2019. Outras variações mais antigas de coronavírus, como Sars-CoV e Mers-CoV, são conhecidas pela comunidade científica.

Contudo, nessa quarta-feira (18/03), a OMS afirmou que o novo coronavírus (Sars-Cov-2) representa uma ameaça sem precedentes. No mundo, já foram detectados mais de 200 mil infectados e cerca de 8 mil mortes. Depois da China, a Itália é o país mais afetado, seguido por Irã, Espanha e França.

O Brasil registrou 394 casos em 20 estados e no Distrito Federal, segundo dados das secretarias estaduais de saúde. Até o momento, três mortes foram confirmadas no país.

É importante destacar que o vírus pode ficar incubado por duas semanas. Os primeiros sintomas podem aparecer nesse período, desde a infecção. Entre eles, febre, tosse e dificuldade para respirar.

As recomendações de prevenção incluem lavar frequentemente as mãos; não compartilhar objetos de uso pessoal; utilizar lenço descartável para higiene nasal; e cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir. Para quem puder, a orientação é ficar em casa.

 

Colaborou Rebeca Ligabue

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