
Igor GadelhaColunas

Ministros do TCU expressam preocupação com futuro indicado pela Câmara
Nos bastidores, ministros do TCU ressaltam que futuro indicado pela Câmara para Corte deve ter experiência com contas públicas
atualizado
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A escolha do próximo membro do Tribunal de Contas da União, que será indicado pela Câmara dos Deputados para a vaga de Aroldo Cedraz, tem preocupado ministros da Corte após a repercussão das decisões sobre o Banco Master.
Segundo apurou a coluna, ministros e técnicos expressam, nos bastidores, que o ideal, após a pressão que a Corte tem enfrentado, é que o futuro indicado tenha experiência com o controle das contas públicas.
A ideia é evitar novas críticas sobre o futuro ministro. Como mostrou a coluna, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) avisou aliados que irá cumprir o acordo com o PT para indicar o deputado Odair Cunha (PT-MG).
O problema é a vontade do Centrão. Caciques do grupo avisaram Motta de que não fizeram nenhum acordo pelo nome de Odair e que gostariam de lançar seus próprios candidatos.
Dentre os cotados estão deputados influentes como Danilo Forte (União-CE), Pedro Paulo (PSD-RJ), Hugo Leal (PSD-RJ) e Elmar Nascimento (União-BA).
Furacão no TCU
No momento, quem está no olho do furacão é justamente o último indicado pela Câmara, o ministro Jhonatan de Jesus, responsável por analisar na Corte de Contas as ações do BC sobre a liquidação do Banco Master.
Diante das críticas contra o ministro, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, saiu em defesa do relator. Como mostrou o Metrópoles na coluna do Tácio Lorran, Rêgo disse que “nada incomum está sendo feito” por Jhonatan de Jesus.
“Neste momento, o TCU precisa, mais do que nunca, defender suas prerrogativas mais básicas. Nada de incomum está sendo feito. Como relator, o Ministro Jhonatan, amparado nos seus poderes legais, deu razoáveis fundamentos para legitimar o aprofundamento da investigação”, disse o ministro.





