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Após adiar publicação, Skaf prevê dobrar adesões a manifesto

Presidente da Fiesp espera que assinaturas de entidades ao manifesto pela harmonia entre os Três Poderes pulem de 200 para 400

atualizado 30/08/2021 17:06

Marcelo Camargo/ABr

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, negou à coluna, nesta segunda-feira (30/8), ter desistido da divulgação de um manifesto pedindo a harmonia entre os Três Poderes.

Segundo ele, a publicação, até então prevista para terça-feira (31/8), foi adiada para permitir novas adesões de entidades ao documento. Com o novo prazo, ele espera dobrar o número de assinaturas.

“Em um dia, tivemos 200 adesões. Resolvemos alongar prazo para adesões. Acho que atingiremos 400 grandes importantes entidades de todos os setores da sociedade civil”, previu Skaf à coluna.

Segundo a Fiesp, o período inicial para adesão ao manifesto foi da quinta-feira (26/8) às 17 horas de sexta-feira (27/8). Agora, o prazo foi prorrogado até o fim desta semana.

Disputa na Febraban

O adiamento foi anunciado após uma briga interna na Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Maiores bancos públicos do país, Banco do Brasil e Caixa Econômica ameaçam deixar a entidade, caso ela assine o manifesto.

Diante da repercussão, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ligou para Skaf no fim de semana e pediu que o documento só seja publicado após os protestos de 7 de setembro. O martelo, porém, ainda não foi batido.

A ideia é que o manifesto não cite nominalmente o presidente Jair Bolsonaro. O documento deve cobrar harmonia entre os poderes, com o objetivo de permitir um crescimento sustentável e a geração de empregos.

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