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Após 25 dias de greve no DF, Metrô entra com dissídio coletivo

Nesta sexta-feira (14/5) haverá audiência de conciliação entre a empresa pública e o SindMetrô-DF na Justiça do Trabalho

atualizado 13/05/2021 19:42

Daniel Ferreira/Metrópoles

A Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) entrou com o dissídio Coletivo de Greve com propostas aos metroviários para tentar dar fim ao movimento paredista, iniciado em 19 de abril. Com 80% da frota rodando, a categoria pede benefícios retirados do acordo coletivo, além de plano de saúde e retroativos pendentes ainda da paralisação de 2019.

A entrada do dissídio coletivo foi informada aos metroviários nesta quinta-feira (13/5), 25 dias após o início da greve. A coluna entrou em contato com o Metrô, que afirmou ter ajuizado ação de dissídio coletivo e disse “aguardar o resultado da audiência desta sexta-feira para decidir sobre os próximos passos da negociação”.

Além disso, nesta sexta-feira (14/5), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vai intermediar audiência conciliatória entre a categoria e o Metrô. “Vamos pedir que retomem os pagamentos dos benefícios cortados. Os funcionários estão tirando do próprio bolso para trabalhar”, afirmou a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô-DF), Renata Campos.

Em 7 de maio, sem acordo com a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), os metroviários pediram à Justiça do Trabalho que intermediasse uma negociação. A categoria informou que a greve teve como motivação a retirada de direitos trabalhistas. O principal gatilho foi o corte do auxílio-alimentação, no início de abril.

Despacho da desembargadora Maria Regina Machado do Tribunal Regional do Trabalho informou que os representantes dos trabalhadores entraram com dissídio coletivo de natureza mista: jurídico e econômica naquela data.

Veja imagens do metrô durante a greve:

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