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O sono do seu pet é reparador? Veja como garantir o descanso dos peludos
Dormir por muitas horas não significa que o pet está tendo um descanso de qualidade. Expert comenta sinais e os riscos da privação de sono
atualizado
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Criar um animal de estimação envolve muitas dúvidas e responsabilidades. Entre elas, uma bastante comum diz respeito ao sono dos cães: com tanta variedade de portes, idades e raças, determinar o tempo ideal de descanso para cada pet pode ser um desafio. Ainda assim, há um consenso — de modo geral, eles dormem mais do que os humanos.
João Paulo Lacerda, docente de medicina veterinária, explica que os filhotes costumam dormir entre 18 e 20 horas por dia, já que estão em fase de crescimento e desenvolvimento neurológico. Por outro lado, adultos distribuem de 12 a 14 horas ao longo do dia e da noite. Os idosos, assim como os pequenos, são grandes fãs de um cochilo: dormem entre 16 e 18 horas.
Dormir não significa descansar
Mesmo dormindo por muito tempo, nem sempre o descanso do peludo é reparador. Por conta disso, é importante ficar ao tento aos sinais. “Um sono reparador é identificado por comportamento ativo quando acordado, boa disposição, ausência de irritabilidade ou apatia e ciclos de sono tranquilos, sem interrupções frequentes.”
Segundo o especialista, enquanto o cãozinho está dormindo, é possível observar alguns indícios de que ele está em sono profundo. Veja:

- O cão dorme em posições de “vulnerabilidade”, de barriga para cima ou de lado com as patas esticadas, o que indica segurança e relaxamento profundo.
- Pequenos espasmos nas patas, movimentos oculares rápidos sob as pálpebras e sons baixos (latidos abafados) são sinais de que está processando memórias e descansando o cérebro.
“O os principais sinais de privação de sono incluem: agressividade aumentada, ansiedade e inquietação, dificuldade de concentração e aprendizado, letargia ou cansaço constante, vocalização excessiva, comportamentos compulsivos, como lamber patas ou roer objetos, alterações no apetite e procura constante por locais isolados e escuros durante o dia”, comenta o profissional do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).

Os riscos
De acordo com o especialista, a privação de sono também pode impactar a saúde física dos pets. Enfraquecimento do sistema imunológico, maior propensão a processos inflamatórios e alterações no apetite são alguns dos riscos que os animais ficam expostos ao não descansarem. “Além disso, a falta de sono pode agravar doenças já existentes, como as cardíacas e metabólicas, e comprometer a qualidade de vida.”
João Paulo alerta que, ao notar mudanças persistentes no padrão de sono ou comportamento, é importante buscar avaliação veterinária. Sintomas como insônia, sonolência excessiva e problemas neurológicos devem motivar uma investigação. “Nesses casos, o médico averigua causas como dor, distúrbios hormonais, ansiedade, envelhecimento cerebral ou doenças neurológicas”, conclui.










