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2019 já está aqui na esquina e um monte de especialistas e sites já começaram a vislumbrar as tendências que vão dominar o cenário do design de interiores. Dentre tantas leituras e pela experiência na área, o que me parece mais claro como tendência na decoração é o clima de despojamento do ambiente.

Temos microtendências já desenhadas: objetos modernistas, formas circulares, o coral como cor do ano Pantone, o uso do mármore no mobiliário, a volta do vidro. Mas quando falamos em que tipo de ambiente as pessoas vão querer morar, não podemos deixar de perceber o desprendimento cada vez maior da criação de um projeto para o lar. Uma desconexão cada vez mais perceptível com aquele ambiente visivelmente planejado em um computador.

Mobiliário de diferentes épocas, peças com pegada modernistas, outras kitsch, móveis contemporâneos, peças antigas de família. A tendência para 2019 é criar, nesses desencontros estéticos, harmonia. Usar a despretensão como chave criativa na concepção do lar.

 

Consumir menos, reaproveitar mais. E quando consumir, preferir o consumo consciente. Do artesão, do pequeno empresário. A arte daquele artista novo da sua cidade. Tirar o rigor da casa, da perfeição estética, e dar para o lar cara de casa de verdade. A criação sai do olho do profissional e começa a fluir das experiências do proprietário, que devem ser lidas e interpretadas sem se encaixar em padrões ou forma pré-concebidas. Com luz, verde, poltrona antiga, móvel lascadinho, marca de copo na mesa. Que mesmo assim, cheia de imperfeições, transborda a beleza da simplicidade.