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Pitágoras dizia: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e a Deus”. Essa frase fez sentido para mim quando, hoje, em uma aula de yoga, a professora sugeriu que fizéssemos um pranayama, através da respiração, para limpeza dos chacras.

Para quem não sabe, chacra, ou chakra, é uma palavra em sânscrito. Significa roda. Um chacra é um vórtice de energia que roda em movimento circular dentro do corpo, em um nível vibratório. Eles são espalhados verticalmente, desde o topo da cabeça até o final da coluna dorsal. Dividem-se em milhares, mas os chacras básicos são sete.

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Segundo Jordan Duchnycz, os chacras são o motor elétrico da alma. Eles não só atraem como também irradiam uma energia de vibração. Cada um dos sete “governam” um órgão principal ou glândula que se liga a outras partes do corpo e ressoa na mesma frequência do chacra correspondente.

O chacra funciona também como a porta de entrada para elevação dos níveis de consciência: cada ativação de chacra trará ao indivíduo novos conhecimentos e aumentará seu nível de consciência.

A importância de tê-los alinhados e equilibrados é a garantia de uma vida mais feliz, saudável e em sintonia consigo. Quando um chacra está desequilibrado, pode afetar o órgão ou glândula a ele relacionado e gerar desequilíbrios emocionais, mentais e físicos.

A ordem dos chacras vai de baixo para cima e começa no início da coluna, com a cor vermelha. Passa pelas cores laranja, amarelo, verde, azul e índigo, até chegar no topo da cabeça, com a cor violeta. Cada uma das cores representa a frequência vibratória de cada chacra e correspondem também às exatas cores do arco-íris.

O primeiro é chamado de chacra básico, ou Muladhara. Corresponde à cor vermelha, fica na base da coluna, está relacionado com a glândula adrenal e diz respeito à sobrevivência, à nossa ligação com o planeta Terra, ao mundo material, à vitalidade, segurança e pertencimento.

Um chacra básico desequilibrado pode nos deixar receosos, com a sensação de não pertencimento, além de nos tornar apáticos, aterrados em assuntos supérfluos, lutando contra vícios, sem domínio sobre o corpo físico e a sexualidade. É o conflito entre a parte material e física de cada indivíduo.

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O segundo é o chacra umbilical, ou Swadhistana. Localiza-se acima dos genitais. Sua cor é o laranja, e ele está relacionado aos órgãos reprodutores, bexiga, baixo-ventre e vesículas. Esse chacra representa o nosso entusiasmo, alegria de viver, sexualidade, criatividade, contato com o inconsciente. É representado pela frase “eu sinto”. Quando em desequilíbrio, pode trazer ciúmes, depressão, ressentimentos, inveja e emoções negativas em geral.

O terceiro chacra é o plexo solar, ou Manipura. Localizado dois dedos acima do umbigo, esse chacra amarelo pode ser representado pela frase “eu posso” ou “eu faço”. Representa a parte digestiva. É ele quem distribui a energia vital para os outros chacras e, por isso, está localizado no meio. Por ser um “sol”, relaciona-se com energia pessoal, vitalidade, força, poder, abundância e realização. Quando em desequilíbrio, pode causar ambição desenfreada, autoritarismo, inércia e falta de amor próprio, entre outros malefícios.

O quarto chacra é chamado de cardíaco, ou Anahata. Localizado no centro do peito e de cor verde, está ligado à glândula timo e pode ser simbolizado com a frase “eu amo”. Ele reflete os sentimentos de amor, empatia, afetividade, compaixão, gratidão e generosidade. Ou seja, atua no campo dos relacionamentos e da cura. Seu desequilíbrio pode acarretar irritação, taquicardia, isolamento, depressão, frustrações e rancor.

O quinto chacra é o laríngeo, ou Vishuddhi. Localiza-se na garganta, possui cor azul-clara e se relaciona à glândula tireoide. Sua frase: “eu me expresso”. Regula toda nossa capacidade de expressão nas mais variadas formas e é responsável por fazer a ponte entre os nossos sentimentos mais profundos e a comunicação. Quando em desequilíbrio, pode acarretar dor de ouvido, problemas vocais, asma, introspecção, preconceito, tagarelice, pobreza de espírito, deboche e criticismo.

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O sexto chacra é chamado frontal, terceiro olho ou Ajna. Localiza-se entre as sobrancelhas, tem cor azul-índigo, está relacionado à glândula pituitária e à frase “eu vejo/entendo”. É ligado à nossa intuição e responsável pelo aprimoramento da nossa visão interior, compreensão e entendimento das questões. Também responde pelo raciocínio, capacidade de aprendizado, observação, compreensão e segurança nas decisões. Quando em desequilíbrio, pode acarretar fragilidade emocional, problemas de raciocínio, desconexão consigo próprio, indecisão e falta de segurança.

O sétimo e último chacra chama-se coronário, ou Sahasrara. Localiza-se no topo da cabeça, possui cor violeta, representa a glândula pineal e a frase “eu sou”. É a conexão com o divino, nosso eu superior. Relaciona-se com o propósito da nossa alma, com a nossa ligação com tudo o que é, unicidade, paz de espirito, amor incondicional. Seu desenvolvimento é feito em silêncio e meditação. É responsável pela irrigação energética do cérebro, e seu desequilíbrio pode trazer perturbações mentais, fobias, neuroses, pânico e vazio interior, entre outras manifestações negativas.

Se você tem apresentado algum desequilíbrio, seria interessante procurar terapias como o reiki para harmonizar seus chacras. Também é possível fazer meditações dos chacras correspondentes. Só por meio do conhecimento poderemos viver em harmonia entre mente, corpo e espírito.



 


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