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Brasil

Valdemar decide bancar candidatura de Marinho no Senado: "Temos votos"

Ex-ministro de Bolsonaro, Rogério Marinho entra na disputa pela presidência do Senado contra Rodrigo Pacheco; eleição será em fevereiro

Repórter de Brasil16/01/2023 19:20, atualizado 16/01/2023 19:35
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Foto: Pedro França/Agência Senado
Senadores representantes do governo Bolsonaro, Carlos Portinho, Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho (a frente) falam em coletiva de imprensa em corredor do Senado - Metrópoles

O Partido Liberal (PL) decidiu, nesta segunda-feira (16/12), bancar a candidatura do ex-ministro e senador eleito pelo Rio Grande do Norte Rogério Marinho à presidência do Senado Federal. Ele irá concorrer contra o atual presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que busca a reeleição.

Em vídeo divulgado pela assessoria da legenda, o presidente nacional, Valdemar Costa Neto, afirmou que o ex-ministro terá votos suficientes para vencer o atual chefe da Casa Alta. “Estamos fechados com Rogério Marinho pra valer”, assegurou Valdemar. “Temos votos pra ganhar a eleição”.

O diretório do PL esteve reunido com os líderes das bancadas no Senado e na Câmara dos Deputados: senador Carlos Portinho (RJ), senador Wellington Fagundes (MT) e deputado Altineu Côrtes (RJ).

Veja o vídeo:

Em nota, o partido divulgou que as siglas do PP e Republicanos vão apoiar a candidatura de Marinho. Para que um senador seja eleito à presidência do Senado são necessários 41 votos.

“O Senador eleito Rogério Marinho (PL-RN), do Partido Liberal, será o candidato de Oposição à Presidência do Senado, com apoio do PP e do Republicanos, segundo explicou o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, após reunião que contou também com o senador Carlos Portinho (PL-RJ), com o senador Wellington Fagundes (PL-MT) e com o líder do PL na Câmara, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ)”, diz a legenda, em comunicado.

Controle da Casa

A candidatura de Marinho contra o atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, conta com a articulação direta do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Garantir a chefia da Casa é uma tentativa de assumir controle sobre pautas de interesse do grupo político. A proposta foi reforçada ainda após a derrota do ex-presidente nas urnas e o consequente afastamento dele de dentro das instituições políticas.

Os senadores Carlos Portinho e Eduardo Gomes também chegaram a demonstrar interesse em serem candidatos, mas acabaram desistindo, viabilizando o nome de Marinho.

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