TSE aprova federação partidária entre União Brasil e PP
Aliança deve ter a maior fatia de recursos públicos para financiamento de campanha em 2026. Federação deve durar, no mínimo, 4 anos
atualizado
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, na manhã desta quinta-feira (26/3) a criação da federação partidária União Progressista, formada por União Brasil e PP. A aliança valerá já para as eleições de 2026.
A relatora do pedido de registro da federação, ministra Estela Aranha, afirmou que as siglas atenderam a “todos os requisitos formais”. “O que se impõe a homologação do pedido formulado”, disse.
Os ministros da Corte Eleitoral decidiram determinar, contudo, ajustes no estatuto da federação. União Brasil e PP terão de corrigir dois trechos que conflitam com decisões do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF): um que pode permitir recondução infinita de dirigentes e outro que pode abrir caminho para intervenção do comando nacional em direções locais sem ampla defesa.
O aval do Tribunal Superior Eleitoral consolida a federação União Progressista como a maior força partidária das eleições de outubro. As siglas projetam que podem ter direito a cerca de R$ 900 milhões do fundo público para financiamento de campanhas — o chamado fundo eleitoral.
A aliança também terá a segunda maior bancada da Câmara, atrás do PL — que alcançou 106 deputados federais durante a janela partidária. Além disso, reunirá uma das maiores composições do Senado e cerca de 1,3 mil prefeitos em todo o país, superando o PSD (877).
Pelas regras eleitorais, a federação partidária existirá por, no mínimo, quatro anos. A saída dos partidos antes desse período pode levar a punições.
As federações são um modelo de aliança que une duas ou mais siglas. As regras estabelecem que os partidos devem atuar como um só. Isso impõe um alinhamento nas campanhas eleitorais: a federação deve definir conjuntamente as candidaturas.
Eleições e comnado
O estatuto da federação estabelece que, neste ano, as candidaturas para presidente e vice-presidente serão decididas pela direção nacional da federação. Eventual coligação a outra candidatura também terá de ser validada pelo comando nacional.
Pelo documento, entre 2026 e 2029, a presidência da federação será exercida por Antonio de Rueda, presidente do União Brasil. Ciro Nogueira, que comanda o PP, ficará com a vice-presidência do grupo.
“Essa federação nasce após um longo período de conversas e discussões pautadas pelo espírito de sempre, que é oferecer aos brasileiros os melhores projetos e os mais qualificados quadros. Agora, formalmente autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, é hora de começarmos a concretizar tudo aquilo que planejamos: fazer o Brasil se desenvolver e gerar dignidade aos brasileiros”, afirmou Rueda.

