Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Saiba quem são pastores donos de clínicas suspeitas de tortura

Clínicas clandestinas em Anápolis, município de Goiás, são suspeitas de maus-tratos, tortura e cárcere privado contra os pacientes

04/09/2023 18:27, atualizado 04/09/2023 20:37
Compartilhar notícia
Reprodução/Instagram
foto colorida dos pastores Suelen e Angelo Klaus

O pastor Angelo Mario Klaus Júnior se entregou à Polícia Civil na madrugada do último sábado (2/8). Ele é apontado como responsável por uma clínica clandestina em Anápolis, município de Goiás, suspeita de maus-tratos, tortura e cárcere privado contra os internos.

Angelo e sua esposa, Suelen Klaus, são apresentados como coordenadores da clínica onde a Polícia Civil de Goiás resgatou, em 29 de agosto passado, 50 pessoas que foram vítimas de maus-tratos. No local, os agentes encontraram os pacientes amarrados e em condições insalubres.

Já em 31 de agosto, a Polícia Civil localizou outras 43 pessoas em situação semelhante em outra clínica ligada ao casal de pastores no mesmo município.

Vítimas nuas, dopadas e torturadas: o horror na clínica de pastores

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Além de donos da clínica, Angelo e Suelen são pastores da Igreja Batista Vida Nova, em Anápolis.

Nas redes sociais, o pastor compartilhava a sua rotina dentro da igreja. Angelo também divulga sua passagem por áreas nobres de Brasília, como o Lago Paranoá.

Depois da divulgação a respeito da ação policial no local, que fica na zona rural de Anápolis, o casal de pastores apagou suas redes sociais.

A mulher foi presa durante a operação, enquanto o pastor fugiu dos policiais, se embrenhando pelo mato. Suelen, que ocupava um cargo comissionado com salário mensal de R$ 5 mil na Prefeitura de Anápolis, foi exonerada no dia seguinte à primeira operação policial.

Ao se entregar à polícia, no sábado, o pastor Klaus tentou inocentar a mulher das acusações feitas contra as clínicas conduzidas por eles.

Fiéis que frequentavam a Igreja Batista Vida Nova ficaram assustados com a denúncia contra os pastores e manifestaram com surpresa nas redes sociais após a circulação das informações a respeito do que acontecia nas clínicas. Segundo consta, eles não comentavam a respeito da existência das clínicas, localizadas na zona rural, para a comunidade.

Saiba quem são pastores donos de clínicas suspeitas de tortura - destaque galeria
9 imagens
Pastor Angelo Junior Klaus
Pastores Suelen e Angelo Klaus, suspeitos de coordenar clínica clandestina
Internos foram encontrados amarrados
Local, considerado insalubre, tinha 43 internos
Pacientes eram agredidos por funcionários
Pacientes ficavam amarrados em clínica dos pastores Ângelo e Suelen Klaus
1 de 9

Pacientes ficavam amarrados em clínica dos pastores Ângelo e Suelen Klaus

Pastor Angelo Junior Klaus
2 de 9

Pastor Angelo Junior Klaus

Reprodução/Redes Sociais
Pastores Suelen e Angelo Klaus, suspeitos de coordenar clínica clandestina
3 de 9

Pastores Suelen e Angelo Klaus, suspeitos de coordenar clínica clandestina

Reprodução/Instagram
Internos foram encontrados amarrados
4 de 9

Internos foram encontrados amarrados

Divulgação/PCGO
Local, considerado insalubre, tinha 43 internos
5 de 9

Local, considerado insalubre, tinha 43 internos

Divulgação/PCGO
Pacientes eram agredidos por funcionários
6 de 9

Pacientes eram agredidos por funcionários

PCGO/Divulgação
Pacientes dormiam amontoados em clínica clandestina
7 de 9

Pacientes dormiam amontoados em clínica clandestina

PCGO/Divulgação
A PCGO resgatou 50 pessoas em clínica em Goiás
8 de 9

A PCGO resgatou 50 pessoas em clínica em Goiás

PCGO/Divulgação
Um suspeito fugiu durante a operação
9 de 9

Um suspeito fugiu durante a operação

PCGO/Divulgação

Bens

Em 2020, Suelen Klaus concorreu ao cargo de vereadora de Anápolis pelo Solidariedade. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela declarou na época R$ 31.850 em bens.

Entre os bens declarados estão uma carretinha de R$ 3 mil; duas contas bancárias, com R$ 3.850 dividido entre elas, e um ônibus Scania K113, avaliado em R$ 25 mil.

O Metrópoles não conseguiu contato com a defesa dos pastores. O espaço segue aberto para manifestações.