Saiba quem são os novos ministros que ocupam a Esplanada após saídas

Nomes de grande parte dos substitutos foram divulgados durante reunião ministerial desta terça, que reuniu atuais e novos titulares

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Ricardo Stuckert/PR
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1 de 1 lula-durante-reuniao-ministerial-realizada-no-palacio-do-planalto - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Após a reunião ministerial desta terça-feira (31/3), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a oficializar as saídas de ministros que deixam o Executivo para disputar as eleições. Ao menos 18 pastas sofrerão mudanças nos próximos dias devido ao prazo de desincompatibilização eleitoral, que se encerra no próximo sábado (4/4).

Com isso, assumem, em sua maioria, os secretários-executivos dos ministérios. Os nomes de grande parte dos substitutos foram divulgados durante o encontro ministerial desta terça, que reuniu atuais e novos titulares.

Em discurso, Lula pediu que os novos ocupantes da Esplanada deem continuidade às entregas do governo. O presidente priorizou nomes que já fazem parte das pastas e estão familiarizados com os projetos em andamento.

A exoneração de oito ministros e a nomeação dos respectivos substitutos foram oficializadas nesta terça-feira, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Já estão fora do governo, portanto, os seguintes nomes:

  • Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), pré-candidato ao Senado por Mato Grosso;
  • Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), pré-candidato à Câmara dos Deputados por São Paulo;
  • Macaé Evaristo (Direitos Humanos), pré-candidata à Assembleia Legislativa de Minas Gerais;
  • André Fufuca (Esporte), cotado a disputar o Senado ou o governo do Maranhão;
  • André de Paula (Pesca), novo ministro da Agricultura e Pecuária;
  • Sonia Guajajara (Povos Indígenas), pré-candidata à Câmara dos Deputados por São Paulo;
  • Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), pré-candidata ao Senado por São Paulo;
  • Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), pré-candidato à Câmara por Pernambuco.

Os ministros Rui Costa (Casa Civil), Camilo Santana (Educação), Renan Filho (Transportes), Marina Silva (Meio Ambiente), Jader Filho (Cidades) e Anielle Franco (Igualdade Racial) tiveram a saída confirmada, mas ainda não oficializada por exoneração.

Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Waldez Góes (Integração Regional) deixarão os cargo para disputar eleições, entretanto não têm substituto definido. Já Wolney Queiroz (Previdência Social) e Márcio França (Empreendedorismo) não bateram o martelo sobre o futuro político.

Veja quem são os novos ministros do governo Lula:

  • Dario Durigan, ministro da Fazenda

Com a saída do ex-ministro Fernando Haddad, quem assumiu o comando da Fazenda foi o então secretário-executivo, Dario Durigan. A nomeação foi feita no dia 20 de março. Durigan já vinha exercendo papel central nas decisões econômicas do governo e substituía Haddad em compromissos oficiais.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e com mestrado pela Universidade de Brasília (UnB), Durigan é servidor de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU).

Ao longo da trajetória, acumulou experiência em áreas estratégicas do governo federal, especialmente na formulação de políticas públicas e na articulação jurídica de projetos econômicos. Antes de chegar ao Ministério da Fazenda, passou pela Casa Civil, durante o governo Dilma Rousseff, e integrou a equipe de Haddad quando ele foi prefeito de São Paulo.

  • André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária

Deputado federal licenciado pelo PSD, André de Paula ocupava o cargo de ministro da Aquicultura e Pesca e agora assume o lugar de Carlos Fávaro na Agricultura e Pecuária.

Pernambucano, é formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Foi vereador do Recife e deputado estadual por dois mandatos. Eleito deputado federal pela primeira vez em 1998, licenciou-se para assumir a Secretaria de Produção Rural e Reforma Agrária de Pernambuco (1999-2002). Entre 2015 e 2016, foi secretário estadual das Cidades. Soma seis mandatos como deputado federal.

  • George Santoro, ministro dos Transportes

George André Palermo Santoro foi secretário-executivo do Ministério dos Transportes. Também chefiou a Secretaria da Fazenda de Alagoas por oito anos e atuou como subsecretário de Política Fiscal e de Receita do estado.

É advogado e contador, com mestrado em Contabilidade e Administração pela Fucape Business School, além de especializações em Economia Empresarial (Universidade Candido Mendes), Administração Pública (FGV) e Direito do Trabalho e Previdenciário (Universidade Candido Mendes).

  • Tomé Barros Monteiro da Franca, ministro de Portos e Aeroportos

Tomé assumiu o cargo de secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos em agosto de 2025. Antes, esteve à frente da Secretaria Nacional de Aviação Civil.

Formado em Direito e mestre em Gestão Pública pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é pós-graduando em Gestão de Aeroportos e cursa MBA em Concessões e Parcerias Público-Privadas pela FESPSP. Já ocupou cargos como secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, secretário-executivo de Turismo do estado e secretário de Saneamento do Recife. Também atuou como assessor parlamentar no Senado e na Câmara.

  • Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento

Moretti ocupava o cargo de secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil. É servidor da carreira de planejamento e orçamento desde 2004, com ampla experiência em funções de direção e assessoramento.

Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tem mestrado em Economia pela UFRJ e doutorado em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB).

  • João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Biólogo e braço direito de Marina Silva, Capobianco era secretário-executivo da pasta desde 2023 e atuava como principal responsável por transformar diretrizes políticas em ações práticas.

Graduado pela Universidade de Santo Amaro (Unisa) e doutor em Ciência Ambiental pela USP, coordenou o PPCDAm entre 2003 e 2008. Atuou em organizações como a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Socioambiental (ISA). Capobianco esteve à frente da presidência da COP15 de Espécies Migratórias, realizada em Campo Grande (MS) nos dias 23 a 29 de março deste ano.

  • Janine Mello dos Santos, ministra dos Direitos Humanos e Cidadania

Ex-secretária-executiva do ministério, Janine Mello é cientista política formada pela Universidade de Brasília (UnB), com mestrado e doutorado na área.

Atuou no assessoramento direto à ministra Macaé Evaristo, coordenando políticas e articulações institucionais com estados, DF e municípios. Também trabalhou no Ministério do Desenvolvimento Social e na Casa Civil.

  • Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

Fernanda Machiaveli é gestora federal da carreira de Especialista em Política Pública e Gestão Governamental (EPPGG) há 13 anos e ocupou, até então, o cargo de secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar durante o terceiro mandato de Lula.

É doutoranda e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), além de graduada em Ciências Sociais pela USP. No governo federal, ocupou as funções de Chefe de Gabinete da Secretaria-Executiva da Secretaria-Geral da Presidência da República e Chefe de Gabinete do MDA.

  • Miriam Belchior, ministra da Casa Civil

Miriam ocupava o cargo de secretária-executiva da Casa Civil da Presidência da República desde o início do terceiro mandato de Lula. Engenheira e professora, foi ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão entre 2011 e 2014, durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Também ocupou o cargo de presidente da Caixa Econômica Federal, de 2015 a maio de 2016.

Ela ainda atuou nos primeiros mandatos de Lula, sendo responsável pela articulação e monitoramento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na Casa Civil.

  • Leonardo Barchini, ministro da Educação

Barchini ocupava o cargo de secretário-executivo do Ministério da Educação, sendo braço direito de Camilo Santana na pasta. Ele é graduado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB), com mestrado em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB) e doutorado em Administração Pública na Fundação Getulio Vargas (FGV).

No MEC, o novo ministro já ocupou os cargos de diretor de Programas, chefe de gabinete e chefe da Assessoria Internacional durante os governos de Dilma Rousseff (PT). Ele também foi chefe de gabinete da Prefeitura de São Paulo e secretário municipal de Relações Internacionais e Federativas, na gestão de Haddad na capital paulista.

  • Paulo Henrique Cordeiro Perna, ministro do Esporte

Maranhense, natural da cidade de Viana, Paulo Henrique Perna Cordeiro é advogado, professor e gestor com experiência no serviço público. É mestre em Direito Constitucional e Tributário, professor de graduação e pós-graduação e especialista em Direito Público e atuou por mais de 20 anos na Câmara dos Deputados.

Com atuação no Ministério do Esporte desde 2023, ocupou o cargo de secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social até então.

  • Antônio Vladimir Lima, ministro das Cidades

Antônio Lima, atual secretário-executivo do Ministério das Cidades, já foi coordenador-geral de assuntos estratégicos na pasta. O novo ministro é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mestre em Geofísica pela mesma universidade.

É especializado em Gestão de Desenvolvimento Territorial e em Gestão Orçamentária no Setor Público. Atuou como Engenheiro de Planejamento na Braskem S/A no período de 2002 a 2004. Foi coordenador de Obras Civis na Petrobras no período de 2006 a 2008.

  • Rachel Barros de Oliveira, ministra da Igualdade Racial

Rachel Barros é socióloga, com mestrado em Sociologia pela Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e doutorado na mesma área pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

A nova ministra atua há mais de uma década em temas ligados a desigualdade, políticas públicas, direitos humanos e relações étnico-raciais. Foi pesquisadora e professora vinculada à Fiocruz e à UERJ, além de integrar projetos acadêmicos na área. No Ministério da Igualdade Racial, exerceu o cargo de chefe da Assessoria Especial de 2023 a 2025 e, desde então, é secretária-executiva da pasta.

  • Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas

Luiz Henrique Eloy Amado, conhecido como Eloy Terena, é indígena do povo Terena em Aquidauana (MS) e doutor em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF) e em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Exercia o cargo de secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas desde 2023.

Atuou como advogado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) em representações no Supremo Tribunal Federal (STF), onde foi o primeiro advogado indígena a realizar sustentação oral na Corte, além de atuar na Corte Interamericana de Direitos Humanos e no Tribunal Penal Internacional.

  • Rivetla Edipo Araujo Cruz, ministro da Aquicultura e Pesca

Rivetla Edipo Araujo é graduado em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), com mestrado em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais e doutorado em Ecologia Aquática e Pesca pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Durante sua formação, também realizou período acadêmico na University of Florida, nos Estados Unidos, com foco em ecologia de bacias hidrográficas.

Antes de assumir o posto de secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura, Rivetla acumulou experiências de coordenador e diretor de projetos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento entre 2019 e 2022, durante o governo Jair Bolsonaro (PL).

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