Relator reage à rejeição de relatório em CPI: manobra do governo
Parecer pedia indiciamento de ministros do STF e do PGR, mas foi rejeitado por 6 a 4 após mudanças no colegiado criticadas pela oposição
atualizado
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O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que a rejeição do relatório, nesta terça-feira (14/4), se deu após “intervenção direta”, uma manobra do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A missão foi cumprida. Quando você assume uma relatoria importante, o seu objetivo é entregar o conteúdo. Isso foi feito, de uma forma inédita na história desta Casa, no Senado da República. A decisão dos colegas pela não aprovação, após uma intervenção direta do Palácio do Planalto, com a mudança de integrantes, reflete apenas o atraso na pauta. Essa é uma pauta permanente”, declarou o senador.
O relatório pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República (PGR). O parecer foi rejeitado por 6 votos a 4.
Antes do início da reunião, houve mudanças na composição do colegiado, o que foi visto pela oposição como uma manobra para enterrar o relatório. Veja as trocas:
- Entrou Soraya Thronicke (PSB-MS), saiu Jorge Kajuru (PSB-GO), que ficou na suplência;
- Entrou Beto Faro (PT-PA), saiu Sergio Moro (PL-PR), que deixou de compor a comissão; e
- Entrou Teresa Leitão (PT-PE), saiu Marcos do Val (Avante-ES), que deixou de compor a comissão.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) também deixou de compor a CPI. Ele havia sido tornado suplente para viabilizar a entrada de Thronicke e, depois, Camilo Santana (PT-CE) foi alçado a suplente no lugar.
