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“Vamos tratar os indígenas como gente de primeira classe”, diz Lula sobre situação dos Yanomamis

Presidente Lula declarou, nesta manhã, Emergência em Saúde de Importância Nacional (Espin) nos territórios dos povos Yanomamis

atualizado

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Ricardo Stuckert/Secom
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1 de 1 imagem colorida do presidente Lula em Roraima - Metrópoles - Foto: Ricardo Stuckert/Secom

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou, neste sábado (21/1), terras indígenas do povo Yanomami, em Boa Vista, capital de Roraima. A ida de Lula à região ocorre momentos após o Executivo oficializar, no Diário Oficial da União (DOU), o decreto de Emergência em Saúde de Importância Nacional (Espin) no território.

Durante a visita, Lula afirmou que os indígenas “serão tratados como gente de primeira classe” pelo novo governo. Segundo ele, se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não tivesse “feito tanta motociata”, quem sabe o povo “não estaria abandonado”.

“Se alguém me contasse que aqui em Roraima tinha gente sendo tratada de forma desumana como vi o povo Yanomami sendo tratado, eu não acreditaria. Tive acesso a umas fotos dessa semana, não podemos deixar nossos indígenas abandonados como estão”, lamentou.

O presidente ainda afirmou que enviará médicos para cuidar do povo indígena. “Vi crianças bem magrinhas, mas uma das formas de resolver é fazer um plantão nas aldeias para a gente cuidar deles. É mais fácil transportar 20 médicos do que que 200 indígenas”, falou.

“Queremos mostrar que o [Sistema Único de Saúde] SUS é capaz de fazer um trabalho que orgulhe e honre o povo brasileiro. Prometo a vocês que vamos melhorar a vida deles”, concluiu.

Durante a visita, o presidente está acompanhado de membros do primeiro escalão do governo federal: o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino; a ministra da Saúde, Nísia Trindade; a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara; e o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida.

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Segundo a agenda, Lula visita a Casai Yanomami, onde anuncia um pacote de ações emergenciais para os povos Yanomamis, que têm registrado casos de desnutrição e de malária entre crianças e idosos. Os membros do Executivo retornam a Brasília no fim da tarde deste sábado.

“Situação absurda”

Pelas redes sociais, Lula classificou como “absurda” a situação de desnutrição de crianças Yanomami em Roraima. “Amanhã (hoje) viajarei ao Estado para oferecer o suporte do governo federal e, junto com nossos ministros, atuaremos pela garantia da vida de crianças Yanomami”, publicou o presidente.

Em uma rede social, o ministro Flávio Dino confirmou a viagem a Roraima ao lado de Lula:

“Acompanharei hoje o presidente @LulaOficial em visita a Roraima, a fim de verificar possíveis ações em face da emergência sanitária atingindo a população yanomami”, escreveu.

O governador do estado e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Antônio Denarium, afirmou que Lula visitará estruturas de atendimento à saúde indígena.

Na publicação, Denarium ainda enfatiza que os centros de saúde para a população indígena são de “responsabilidade do governo federal”.

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, também se pronunciou sobre a situação que assola o estado integrante da Amazônia Legal e que abriga boa parte da população indígena brasileira.

“É muito triste saber que indígenas, sobretudo 570 crianças Yanomami, morreram de fome durante o último governo. O Ministério dos Povos Indígenas tomará medidas urgentes em torno desta crise humanitária imposta contra nossos povos”, disse Guajajara.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roraima é o estado com a maior população indígena do país. Entre os 631 mil habitantes da unidade federativa, mais de 50 mil se declaram indígenas.

Saúde dos Yanomamis

Em razão da grave precarização das condições de vida dos povos Yanomami, também em decorrência do garimpo ilegal, a população vive uma grande crise sanitária. Além de a atividade provocar assassinatos dos indígenas, nos últimos meses também foram registradas diversas mortes por desnutrição.

A exploração do garimpo ilegal traz a incidência de doenças infecciosas. A falta de assistência em saúde também contribui para o quadro.

Na última quarta-feira (18/1), uma equipe do Ministério da Saúde foi enviada ao estado de Roraima para fazer um diagnóstico da situação. Em nota, a pasta informou que a expectativa é que, após o levantamento, sejam definidas “ações imediatas para superar a crise sanitária” pela qual passa a população local.

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