Conselho de Ética da Câmara rejeita analisar denúncia contra Lira
Presidente do colegiado se negou a dar prosseguimento à ação contra o presidente da Casa. Houve recurso do PSol, que acabou derrotado
atualizado
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O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados rejeitou, nesta terça-feira (21/6), dar prosseguimento à análise de representação do PSol contra o presidente Arthur Lira (PP-AL). A decisão pela rejeição da denúncia partiu do presidente do colegiado, deputado Paulo Azi (União-BA). Houve recurso da bancada psolista titular do conselho, que acabou rejeitado por 13 votos a 5.
A representação decorre de suposta quebra de decoro parlamentar protagonizada por Lira com o deputado do PSol Glauber Braga (RJ), em sessão deliberativa de 31 de maio. Na ocasião, Lira chegou a ameaçar expulsar o parlamentar de oposição do plenário da Câmara. Também em resposta ao episódio, o Partido Liberal também decidiu por representar contra Braga.
Ocorre, porém, que a petição pró-Lira apresentou tramitação célere na Câmara, enquanto a representação movida pelo psolista não teve a mesma condução. “O nosso processo está caminhando com uma rapidez nunca vista e a representação contra o presidente sumindo”, criticou Braga.
Diferentemente do que ocorreu com Lira, a representação contrária ao psolista foi aceita pelo colegiado na última semana. Na oportunidade, o colegiado instaurou um processo para apurar a conduta do parlamentar. “Vou utilizar de todos os elementos para o direito de defesa, participando de todas as etapas no Conselho de Ética, vou elencar todas as testemunhas que são possíveis a partir daquilo que o conselho determina”, enfatizou Braga na sessão passada.
Após a instauração do processo, há um sorteio de lista tríplice entre potenciais relatores. E caberá ao presidente do conselho escolher quem relatará o caso. São candidatos os deputados do Republicanos: Marcelo Nilo (BA), Márcio Marinho (BA), Gilberto Abramo (MG).
