Após saída de Moro, Janaína Paschoal pede renúncia de Bolsonaro

A deputada lamentou que a crise tenha se acentuado durante a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus

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atualizado 25/04/2020 14:59

Aliada de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a deputada Janaína Paschoal (PSL-SP), afirmou que o chefe do Palácio do Planalto deveria se retirar do cargo.

Janaína é uma das autoras da peça que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A deputada usou o Twitter para comentar a crise política entre Bolsonaro e o ex-ministro Sergio Moro, que culminou no rompimento e troca de denúncias.

“Não há tempo para um processo de impeachment moroso e desgastante. Eu tenho experiência para falar. Bolsonaro precisa, ao menos uma vez, colocar o Brasil acima, retirando-se”, escreveu.

A deputada lamentou que a crise tenha se acentuado durante a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. “Temos um vírus a combater, temos empregos a resgatar, precisamos de alguma estabilidade”, frisou.

Segundo Janaína, a capacidade de Bolsonaro governar acaba se os ministros da ala militar retirarem o apoio ao presidente.

“Se os ministros militares retirarem o apoio a Bolsonaro e Mourão [general Hamilton Mourão, vice-presidente] garantir esses dois pilares, bem representados por Guedes e Moro, poderemos colocar o país no rumo rapidamente”, concluiu

Entenda a crise

O estopim para a crise que levou ao rompimento foi a exoneração do então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. Moro alega que não foi avisado do desligamento, mesmo com a sua assinatura constando no documento.Sob o argumento de que a integridade das investigações e a autonomia da Polícia Federal não podiam mais ser garantidas, Moro pediu demissão do Ministério da Justiça e da Segurança Pública nessa sexta-feira (24/04).O delegado foi substituído por Alexandre Ramagem, atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência(Abin) e ex-chefe da segurança de Bolsonaro.Moro deixou o ministério acusando o presidente de querer controlar as atividades da Polícia Federal e disse que estava preocupado com investigações.

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