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Na segunda-feira (6/11), durante sua primeira reunião com líderes da base aliada na Câmara dos Deputados após denúncia contra ele ser barrada, Michel Temer fez um apelo, em tom resignado, para que os parlamentares ajudem a aprovar pelo menos uma revisão previdenciária. O pedido foi motivado pelas dificuldades de o Congresso aceitar a íntegra da reforma da Previdência proposta pelo Planalto.

O presidente afirmou que continuou trabalhando “apesar das infâmias” contra ele, e que os próximos 14 meses de governo serão de prosperidade. “Precisamos, a essa altura, descomprimir o país”, disse.

“A reforma da Previdência é a continuação fundamental para um fecho das reformas que estamos fazendo. Continuarei me empenhando nela”, disse Temer na abertura da reunião com os deputados governistas. “Embora não se possa fazer todo o conjunto proposto, que possamos fazer um avanço que permita a quem vier depois fazer uma nova revisão”, acrescentou.

Michel Temer disse ainda que a reforma da Previdência não é sua. E, sim, de um “governo compartilhado”, que inclui os parlamentares. “Muitos pretendem derrotá-la, supondo que, ao fazê-lo, derrotam o governo”, comentou, antes de advertir que isso não acontecerá.

O presidente Temer voltou a acusar o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot de ser o causador do atraso na reformulação da Previdência Social. Disse também que foi denunciado criminalmente duas vezes porque Janot, autor das acusações formais, queria impedir sua influência na escolha do novo chefe do Ministério Público Federal.

“Urdiram muitas tramas, na verdade, para derrubar o presidente da República e o regime posto. As duas denúncias que foram desautorizadas pela Câmara, hoje está robustamente, relevantemente, fortemente demonstrado, era uma articulação que tinha um objetivo mesquinho, minúsculo, menor, de derrubar o governo para impedir o presidente de indiciar o sucessor daquele que ocupava a PGR”, afirmou o peemedebista.

Temer indicou para substituir Janot no comando da Procuradoria-Geral da República a segunda colocada na lista tríplice encaminhada pelo órgão à Presidência, Raquel Dodge. O presidente rompeu com o histórico recente de escolha da chefia do Ministério Público Federal ao ignorar o primeiro colocado na lista tríplice, Nicolau Dino, do grupo de Janot. Raquel Dodge é tida como adversária interna do ex-procurador-geral no órgão.

 

 

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