Senadora do PSL: manifestantes devem ir as ruas “cobrar o Centrão”

Segundo Soraya Thronicke, o Centrão quer boicotar o governo. Ela prometeu ainda ir as ruas no próximo domingo em defesa de Bolsonaro

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atualizado 20/05/2019 18:18

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) acusou o Centrão de querer boicotar o governo no Congresso e é uma das parlamentares que promete ir para as ruas no próximo domingo (26/05/2019) em defesa do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Na opinião da senadora, os partidos do Centrão se movimentam para boicotar o governo pensando na próxima eleição e devem ser o alvo dos protestos no próximo domingo. “É um boicote, para mim está claro. É um boicote com intenção eleitoral para se eleger, para não dar certo esse governo porque daí eles voltam”, disse a parlamentar durante conversa com jornalistas em seu gabinete. “A pauta (da manifestação) tem que ser muito específica, certeira e pontual: cobrar os parlamentares, cobrar o Centrão.”

Críticas
A senadora criticou o partido Democratas (DEM) – que tem três ministros no governo – e afirmou que o partido precisa defender o governo no Congresso após ter sido beneficiado na campanha eleitoral. “Os ministros têm que vir para o chão do Congresso e batalhar corpo a corpo, os ministros do DEM. Tem vários ministérios que estão aí com os partidos, esse cara tem que vir para cá, tem que vir para o chão”, disse a parlamentar durante conversa com jornalistas em seu gabinete.

A opinião de Soraya gerou reações no DEM, legenda do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que chamou a parlamentar para uma conversa nesta terça-feira (21/05/2019). Para ela, os ministros “que são políticos” precisam acionar sua rede de relacionamentos na Câmara e no Senado e “fazer esse governo dar certo”. “Está faltando boa vontade para ajudar o presidente”, declarou.

Além disso, Soraya também cobrou munição do governo para que os parlamentares do partido de Jair Bolsonaro intensificam a defesa do governo. “Acho que ele (Bolsonaro) poderia aproveitar melhor a bancada do PSL para ajudá-lo, usar mais a gente, passar mais informação pra gente, porque nós somos os soldados dele aqui. Ele pode contar com todo mundo (do PSL).”

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