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O empresário Joesley Batista, do Grupo JBS, tem até o fim desta quinta-feira (31/8) para entregar materiais que comprovem as acusações feitas no âmbito do acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Joesley informou que disponibilizará novas gravações comprometedoras que teve com políticos. As informações são da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

O empresário citou em sua delação negociações com o presidente Michel Temer (PMDB) para, supostamente, manter o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com os áudios de Joesley, Temer foi denunciado por corrupção passiva. No entanto, só responderá ao inquérito quando deixar o mandato, conforme decisão da Câmara dos Deputados.

Uma pessoa ligada à investigação afirmou que Joesley decidiu revisar todos os áudios das conversas que grampeou para identificar novos crimes. Um ministro do governo, que não teve o nome revelado, estaria entre os citados. Contudo, segundo a fonte da colunista, nenhuma grande novidade consta nos arquivos.

A JBS solicitou, na quarta-feira (30), a extensão do prazo para apresentação dos documentos que comprovam as acusações de Joesley Batista. A Corte ainda não se posicionou sobre o pedido.