Enviada especial a São Paulo (SP) – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez uma reunião por videoconferência com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, na manhã desta sexta-feira (1º/2). No encontro virtual, foram repassadas atualizações sobre ações de segurança pública, incluindo os contextos específicos dos ataques no Ceará e da crise na Venezuela.

Essa é a terceira vez que Bolsonaro exerce a Presidência da República do leito hospitalar, onde ele se recupera da cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia. As recomendações médicas são para que o presidente não receba membros do governo no hospital e se comunique com ministros por videoconferência. Contudo, o presidente também já despachou pessoalmente.

Saúde do presidente
Jair Bolsonaro apresenta boa evolução clínica, sem febre ou infecção, e segue com visitas restritas, conforme o último boletim médico, divulgado nessa quinta-feira (31/1). “Brilhante e ansioso para voltar ao combate”, é assim que o presidente se sente, de acordo com o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros. Ele acrescentou: “É um homem forte, fisicamente e emocionalmente, que estará logo de volta para dar continuidade e conduzir nosso país rumo a um futuro brilhante”.

O presidente segue na fisioterapia para ficar o mínimo de tempo no hospital. “Na caminhada (pelos corredores), ele nos surpreendeu com sua disposição”, disse o porta-voz. Ele ressaltou que Bolsonaro andou sem ajuda de equipamentos na volta ao quarto.

Na quarta (30), o presidente recebeu alta da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), fez fisioterapias e exercícios. Bolsonaro caminhou cerca de 140 metros no corredor do hospital, assistiu ao noticiário pela televisão e chegou a trocar mensagens pelo celular.

Procedimento cirúrgico
O procedimento realizado nessa segunda-feira (28/1) foi comandado pelo médico gastroenterologista Antonio Luiz Macedo. Na ocasião, a equipe do hospital retirou a bolsa de colostomia que era usada por Bolsonaro desde a segunda cirurgia, realizada após ele sofrer um atentado durante a campanha eleitoral.

O presidente da República está internado desde domingo (27/1) e deve permanecer no hospital por mais 10 dias, até sua completa recuperação. Até terça-feira (29/1), o general Hamilton Mourão comandou o Palácio do Planalto como presidente em exercício.

Ataque
Essa foi a terceira vez que o presidente se submeteu a procedimento cirúrgico desde que levou uma facada na barriga, no dia 6 de setembro de 2018. Atingido no intestino, Jair Bolsonaro teve de usar bolsa de colostomia.

O atentado aconteceu durante agenda da campanha presidencial em Juiz de Fora (MG). Adélio Bispo, responsável pelo crime, foi preso minutos depois e está detido no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS).