Pazuello sobre Manaus: “Vamos continuar fazendo o que for necessário”

A declaração ocorre após reunião com o governador do estado, Wilson Lima (PSC), e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

atualizado 18/01/2021 17:09

ministro saude eduardo pazuello coletiva 3Rafaela Felicciano/Metrópoles

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta segunda-feira (18/1) que o governo federal continuará fazendo “o que for necessário” para auxiliar o estado do Amazonas.

A capital do estado, Manaus, vive uma crise sanitária com o avanço da Covid-19 na região. Com internações batendo recordes, unidades de saúde ficaram sem oxigênio. O estado do Amazonas está sendo obrigado a enviar pacientes para outras unidades da Federação.

“Não tem fim todas as ações. E elas continuarão e aumentarão. Não vai acabar agora. As ações, fizemos tudo o que tinha que fazer tudo. Tudo o que tinha que fazer. Estamos fazendo e vamos continuar fazendo tudo o que tiver que fazer. Conversa com o governador [do estado, Wilson Lima] é: o que for necessário”, disse o ministro durante coletiva.

A declaração ocorre após reunião com o governador do estado, Wilson Lima (PSC) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no Palácio do Planalto. O encontro durou mais de duas horas.

Colapso em Manaus

Cumprindo uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a Advocacia-Geral da União admitiu que teve conhecimento no início de janeiro que o sistema de saúde de Manaus sofria a “possibilidade iminente de colapso em 10 dias”, que poderia provocar “aumento da pressão sobre o sistema entre o período de 11 a 15 de janeiro”, como efetivamente ocorreu, com dezenas de pacientes morrendo por falta de estoque de oxigênio nos hospitais da capital amazonense.

De acordo com os advogados do governo, ainda no ano passado, no fim de dezembro, o acompanhamento da situação sanitária “relativa à cidade de Manaus revelou aumento significativo no número de hospitalizações”.

Então, no início de janeiro, o Ministério da Saúde teria concluído em reuniões, ainda segundo a AGU, que o colapso era iminente. No dia 7 de janeiro, a White Martins, empresa que fornece oxigênio para unidades de saúde em Manaus, avisou o governo local que os estoques não dariam conta da demanda crescente. A AGU admitiu que o governo federal recebeu essa informação no dia seguinte.

“O Ministério da Saúde não havia sido informado da crítica situação do esvaziamento de estoque de oxigênio em Manaus, ciência que apenas se operou em 8 de janeiro, por meio de e-mail enviado pela empresa fabricante do produto”, diz a manifestação enviada ao ministro Ricardo Lewandowski pela AGU.

Tratamento preventivo

Os advogados do governo não informaram ao STF a razão de um plano de contingência não ter sido colocado em prática. Dias depois, em 11 de janeiro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi à capital do Amazonas, defendeu o “tratamento preventivo” para a Covid-19, que não tem comprovação científica, e não levou cilindros de oxigênio.

Pazuello ainda chegou a afirmar que a Força Aérea Brasileira não tinha aviões para abastecer imediatamente a cidade com oxigênio, problema que foi resolvido depois.

Desde então, a FAB tem auxiliado no envio de insumos médicos a Manaus. No sábado (17/1), um cargueiro KC 390 da FAB levou cerca de 5 toneladas de material hospitalar para apoiar o Hospital de Campanha em Manaus.

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