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MP do IOF: Tarcísio rebate acusação de boicote e diz que foca em SP

Medida Provisória pode injetar R$ 17 bilhões nas contas do governo, mas enfrenta resistência da oposição e de ala do Centrão no Congresso

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Após visita de Tarcísio de Freitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falam com a imprensa - Metrópoles
1 de 1 Após visita de Tarcísio de Freitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falam com a imprensa - Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) rebateu a acusação de “sabotador” da MP do IOF e disse que foca nos assuntos de São Paulo. Nesta quarta-feira (8/10), data limite para aprovar a Medida Provisória que pode socorrer as contas públicas do governo federal, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), relator da proposta, afirmou que o gestor paulista agiu para barrar o texto.

“Estou totalmente focado nos desafios e nas demandas de São Paulo. Temos muitas ações e prioridades em andamento aqui no estado, e essa questão cabe ao Congresso”, afirmou Tarcísio, por meio de sua equipe. Nos bastidores, no entanto, deputados citam que o governador tem ligado para parlamentares em busca de votos contrários à Medida Provisória.

Mais cedo, Zarattini reclamou ao Metrópoles da atuação de Tarcísio junto com os presidentes do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, o advogado Antônio Rueda, para reverter o acordo para a aprovação da MP. O parlamentar disse que o governador se aliou aos caciques do Centrão, que tentam se firmar como oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Governador Tarcísio de Freitas em evento na cidade de Araçatuba
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab
Antonio Rueda, presidente do União Brasil
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Ciro Nogueira e Tarcísio de Freitas
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Ciro Nogueira e Tarcísio de Freitas

Reprodução/ redes Ciro Nogueira
Governador Tarcísio de Freitas em evento na cidade de Araçatuba
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Governador Tarcísio de Freitas em evento na cidade de Araçatuba

João Valério/Governo de SP
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab
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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab

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Antonio Rueda, presidente do União Brasil
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Antonio Rueda, presidente do União Brasil

Breno Esaki/Metrópoles (@BrenoEsakiFoto)
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O deputado apontou, ainda, que a sabotagem da medida atrapalha o governo em programas essenciais, o que favoreceria a direita na próxima eleição presidencial. “Quebra de acordo. A disputa não é mais técnica, é eleitoral. Nesse jogo, entraram Tarcísio, Ciro Nogueira e Antônio Rueda. Estão querendo prejudicar o governo pela campanha de 2026”, afirmou Zarattini.

Nos bastidores do Congresso, há informações de outras negativas ao governo. Presidente do PSD e secretário no governo de São Paulo, Gilberto Kassab teria prometido 35 votos contrários à MP. Ele tem três ministérios no governo Lula. União Brasil e PP, que trabalham por uma candidatura de Tarcísio à Presidência em 2026, fecharam posição contrária.

Apesar das dificuldades, Zarattini defendeu que a MP seja pautada para constranger parlamentares que votarem contra. “Queremos que vote [mesmo com derrota iminente], para saber quem votou a favor ou contra. Vai ter repercussão negativa, não vamos deixar barato. Vai ser disputa política braba. A começar por Tarcísio, que ao invés de governar São Paulo, gasta tempo para prejudicar o governo federal”, argumentou o parlamentar.

Arrecadação

A MP do IOF foi enviada pelo governo federal para compensar um recuo no aumento do Imposto sobre Operações Financeiras. Ela prevê a taxação das bets, de fundos de investimento hoje isentos e mais.

A medida tem sido chamada pelo governo de “taxação BBB”, porque visa “bancos, bets e bilionários”, com uma previsão de arrecadação de quase R$ 35 bilhões aos cofres públicos. No processo de negociação no Congresso, no entanto, esse montante caiu para cerca de R$ 17 bilhões.

O governo Lula defende que a medida é necessária para atingir a meta fiscal, sob risco de não haver dinheiro para manutenção de programas considerados essenciais, como o Gás do Povo e o Luz do Povo.

“Aprovaram ontem a PEC para aposentadoria especial dos agentes de Saúde. Vai custar bilhões. Nisso votam a favor para fazer populismo. Eu votei a favor porque acho justo, mas não vai ter recurso do governo, negam recurso. Irresponsabilidade total”, avalia o relator.

O deputado petista, porém, afirmou que ainda há esperança para pautar a MP. “Todo mundo está conversando. [O presidente da Câmara, Hugo] Motta tem tido um papel muito correto, assim como [o presidente do Senado, Davi] Alcolumbre. O problema é a atuação do Tarcísio e esses dois presidentes de partido”, finalizou.

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