LGBTs protestam após áudio de empresário: “Tem que matar esses viados”
Dono de uma pizzaria em Crato, no Ceará, teria feito declarações homofóbicas. Em repúdio, um grupo se reuniu em frente ao comércio dele
atualizado
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O proprietário de uma pizzaria em Crato, no Ceará, recebeu cerca de 2 mil pessoas em frente ao estabelecimento no último domingo (15/09/2019). E não foi por um bom motivo. Movimentos sociais ligados à comunidade LGBT realizaram um protesto contra o empresário devido a um áudio homofóbico supostamente feito por ele. O homem teria dito que “tem de acabar com viados” e “matar esses safados”. O grupo ficou revoltado e convocou o ato em repúdio.
O áudio ganhou repercussão em um aplicativo de mensagens e tomou proporções ainda maiores quando foi divulgado nas redes sociais. Com cartazes, faixas e um carro de som, os manifestantes foram à pizzaria do empresário. O ato durou duas horas.
As lgbt protestando na frente pic.twitter.com/LyK3zP2JLV
— gay de sp ▽▲ turuturer (@zehzito) September 16, 2019
O vídeo com o áudio no carro de som pic.twitter.com/V2No1DMncU
— gay de sp ▽▲ turuturer (@zehzito) September 16, 2019
No áudio, o dono da pizzaria teria citado o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): “O que o Bolsonaro faz aqui em oito meses, se o Lula ficasse mais trinta não ia fazer. Ele ia virar isso aqui em uma Venezuela, numa Bolívia, como tá acontecendo lá (…) Tem que acabar com ‘viados’, matar esses safados, esses ‘viados’ ‘tudinho’”.
Em nota divulgada após a repercussão do áudio, o empresário afirmou que o ocorrido foi um “gesto de brincadeira impensado” e que não tem preconceito. “Peço desculpas e perdão a toda sociedade do Crato, espero do fundo do meu coração que possam me entender e deixo minhas sinceras desculpas”, disse.
Homofobia é crime
Em julho deste ano, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para criminalizar a homofobia. Com isso, ataques e ofensas à comunidade LGBT foram enquadrados na chamada Lei do Racismo. Ou seja, praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião e orientação sexual é cabível de pena.
