Suspeição de Moro: Fux fica em silêncio e estremece “in Fux we trust”

Fachin pediu que presidente da Corte adiasse julgamento sobre imparcialidade do ex-juiz. Mas magistrado ainda não se manifestou

atualizado 09/03/2021 18:13

Presidente do STF, Luiz Fux Igo Estrela/Metrópoles

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, ficou em silêncio após o pedido do ministro Edson Fachin para levar ao plenário o julgamento sobre o habeas corpus da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, adiando a análise do caso na 2ª Turma.

Sem retorno de Fux, que é visto como defensor da Lava Jato no Supremo, o habeas corpus está sendo analisado pela 2ª Turma da Corte na tarde desta terça-feira (9/3). O julgamento foi pautado por decisão do ministro Gilmar Mendes e, mesmo com pedido de Fachin para adiar o caso, a Turma decidiu, por 4 votos a 1, dar continuidade à apreciação do tema.

Em 2019, o presidente da Corte se tornou alvo de polêmica ao ter sido citado nas mensagens vazadas da Lava Jato. Em conversas, procuradores da força-tarefa chegaram a usar a seguinte frase, que se tornou famosa: “In Fux we trust”. Ou seja, em tradução livre: “Em Fux nós confiamos”.

O recurso analisado pela 2ª Turma é um habeas corpus, movido pela defesa do ex-presidente. Ao alegar a suspeição de Moro, os advogados querem que a Justiça reconheça que o ex-juiz não foi imparcial nos processos e que, por isso, as condenações de Lula deveriam ser revertidas, e as provas, anuladas.

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