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Foi adiado para a próxima quarta-feira (18/4), no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento do habeas corpus do deputado afastado Paulo Maluf. Na ocasião, o plenário da Corte vai analisar se mantém ou cassa liminar concedida pelo ministro Dias Toffoli que permitiu a prisão domiciliar do parlamentar afastado.

O HC estava previsto na pauta dessa quarta-feira (11), junto com pedido similar do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. A análise do habeas corpus do ex-petista, no entanto, ocupou toda a sessão de ontem e a maior parte do julgamento de hoje (12). Terminou com a manutenção preventiva de Palocci, por 7 votos a 4.

Assim, com o avançar da hora, a apreciação do pedido de Maluf ficou adiada. O ministro Luís Roberto Barroso também já havia dito que, por conta de compromisso previamente marcado, só poderia ficar na sessão até o fim do tempo regular.

Paulo Maluf foi preso no dia 22 de dezembro, após ser condenado pela Primeira Turma da mais alta Corte a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão, em regime fechado, pelo crime de lavagem de dinheiro. O político é acusado de desvios milionários em obras viárias, como o Túnel Airton Senna, as avenidas Água Espraiada e Roberto Marinho, em São Paulo, entre 1993 e 1996, período em que foi prefeito da cidade.

No dia 28 de março, o ministro do STF Dias Toffoli concedeu liminar permitindo a prisão domiciliar do deputado afastado, que tem 86 anos e precisou ser internado após passar mal no Complexo Penitenciário da Papuda, onde estava encarcerado.