MPF: Gilmar Mendes difunde informações “falsas e descabidas”

Durante sessão no STF, o ministro acusou a Transparência Internacional de ser cúmplice da "Lava Jato"

Antonio Augusto / Secom / PGRAntonio Augusto / Secom / PGR

atualizado 08/11/2019 15:06

A força-tarefa Greenfield criticou as declarações do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito da atuação da Transparência Internacional no acordo de leniência firmado entre a J&F e o Ministério Público Federal (MPF), em 2017. A fala do magistrado foi registrada durante votação sobre a 2ª instância, nessa quinta-feira (07/11/2019), no plenário da Corte.

“Ao contrário do afirmado pelo eminente ministro, a Transparência Internacional (TI) nunca geriu – não geriria e tampouco gerirá – os R$2,3 bilhões firmados no acordo de leniência a título de reparação de dano social pela J&F, ou qualquer outro valor do mencionado acordo”, diz trecho de nota emitida pelo órgão. No STF, Gilmar Mendes acusou a Transparência Internacional de ser “cúmplice da Lava Jato”.

Segundo a força-tarefa, o magistrado cometeu “engano pueril ao difundir informações falsas e tão descabidas”. “Que o magistrado de nossa Corte Máxima possa agir com mais prudência, diligência e responsabilidade em futuras oportunidades”, diz a nota.

O ministro disse também que a Transparência Internacional “se tornou uma grife, um selo de franquia, que pode ser bem e mal utilizado”.

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