Conselho mantém cassação de registro médico do “Dr. Bumbum”

Ele é acusado pela morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos, após um procedimento estético no Rio de Janeiro

Daniel Castelo Branco/Agencia O Dia/AEDaniel Castelo Branco/Agencia O Dia/AE

atualizado 03/05/2019 22:00

O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu a favor da cassação do registro profissional do médico Denis Cesar Barros Furtado, mais conhecido como “Dr. Bumbum”. O profissional foi acusado pela morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos, após um procedimento estético no Rio de Janeiro.

Com a decisão, o médico ficará impedido de exercer a profissão em todo o território nacional. Como essa é a última etapa do processo, não cabe mais recurso contra a medida no âmbito dos conselhos.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última terça-feira (30/04/2019).

Entenda
Lilian Calixto viajou de Cuiabá (MT) ao Rio de Janeiro para se submeter a procedimento estético feito pelo especialista, conhecido por “Dr. Bumbum”.

A mulher de 46 anos morreu no dia 15 de julho do ano passado, após ser atendida pelo médico em cobertura localizada na Barra da Tijuca (RJ). De acordo com parentes, a vítima fez a viagem com o objetivo de aplicar silicone nas nádegas: eles disseram, em depoimento, que a cirurgia seria realizada em Brasília, mas acabou transferida para o Rio de Janeiro de última hora.

Lilian Calixto teve complicações e foi encaminhada pelo próprio médico para um hospital particular próximo. Chegou ainda lúcida, mas com taquicardia, sudorese intensa e hipotensão. Em seguida, o quadro da paciente se agravou e ela sofreu quatro paradas cardíacas. Após uma hora, morreu.

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