INSS: deputado alvo de operação da PF sobre fraudes se manifesta
Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão contra Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) nesta quinta-feira (13/11)
atualizado
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Alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal nesta quinta-feira (13/11), o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) se manifestou. Ele é um dos investigados na Operação Sem Desconto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Recebo a ação com serenidade e respeito às instituições. Reitero que nunca tive qualquer vínculo com o INSS, seus dirigentes ou decisões administrativas. Sobre a CONAFER, reafirmo o que já disse em plenário: não tenho relação ilícita com a entidade e nunca participei de sua gestão. Defendo investigações rigorosas e confio plenamente na Polícia Federal, no MPF e no STF. Estou à disposição para todos os esclarecimentos e certo de que a verdade prevalecerá.”
A Farra do INSS
- O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
- As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela PF e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU).
Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela corporação na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril e que culminou nas demissões do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.
O deputado entrou na mira da PF após o seu nome ser citado por pelo menos dois depoentes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o esquema de descontos não autorizados do INSS.
Autoridades investigam se ele era beneficiado com desvios ilegais de aposentados e pensionistas. Ele também é suspeito de usar seu cargo político para indicar aliados para atender a seus interesses pessoais.
Em seu depoimento à CPMI, no último mês, o ex-diretor de Governança do INSS Alexandre Guimarães afirmou ter sido uma indicação do parlamentar, com quem mantinha algum vínculo, sem dar detalhes sobre.










