Gilmar diz que STF "está próximo" de discutir a descriminalização geral das drogas
Em entrevista ao podcast “Cannabis hoje”, o ministro falou sobre o porte de maconha para consumo pessoal e mais ações sobre drogas na Corte

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou que a Corte está próxima de discutir sobre a descriminalização geral das drogas.
Em entrevista ao podcast Cannabis, nesta terça-feira (31/2), o decano falou sobre a resolução do STF que descriminalizou o porte de maconha para consumo pessoal e detalhou que ações sobre outras drogas estão chegando à Corte.

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Ver todasQuestionado se o momento da discussão sobre descriminalização geral das drogas está próximo, Gilmar concordou.
“Eu acho que estamos próximos disso. Acho que estamos próximos”, responde o ministro.
Descriminalização da maconha para uso pessoal
Na entrevista, Gilmar Mendes detalhou que já fez o uso de cannabis medicinal para fins terapêuticos durante uma viagem a Portugal. “Eu já comprei em Portugal, numa loja, para fins de atenuar dores. E hoje a gente sabe, a Europa é muito comum em lojas que vendem esses produtos. Eu já fiz um uso”, comentou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO STF decidiu, em junho de 2024, que quem for flagrado com até 40 gramas de maconha ou até seis pés da planta será presumido como usuário, não como traficante.
O critério tem o objetivo de diferenciar usuários da drogas, que não cometem crimes, e traficantes, que seguem sendo proibidos. A autoridade policial, porém, pode se basear em outras evidências para enquadrar o tráfico, ainda que a pessoa seja flagrada com menos ou com mais de 40 gramas.
Segundo ele, em um eventual julgamento sobre outras drogas, os ministros devem manter a mesma jurisprudência acerca do caso da descriminalização da maconha para uso pessoal.
“Eu me conformei com a proposta dos colegas (do limite para ser enquadrado como traficante), porque também era a forma de fazer com que a votação ocorresse, do contrário a proposta seria derrotada, não é? Avançamos significativamente e ninguém tem dúvida de que, em relação a outras drogas, desde que definir qual é a quantificação adequada, vai-se valer o mesmo critério”, diz Gilmar.
















