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CPMI: empresário do DF diz que ficará calado após responder relator

Fernando Cavalcanti depõe na CPMI do INSS nesta segunda (6/10). PF apreendeu relógios de luxo, Ferrari e até réplica da F1 em sua casa

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1 de 1 Empresário Fernando Cavalcanti, ex-sócio do advogado Nelson Wilians, é ouvido pela CPMI do INSS Metropoles 4 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O economista Fernando Cavalcanti, empresário do Distrito Federal alvo da Operação Sem Desconto, declarou na CPMI  (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS nesta segunda-feira (6/10) que vai usar seu direito de ficar calado depois de responder as perguntas feitas pelo relator do colegiado, Alfredo Gaspar (União Brasil-AP).

“Tudo que eu tinha para falar na Polícia Federal, no Supremo Tribunal Federal e aqui eu acho que já foi exaurido”, disse o economista ao anunciar que vai ficar calado. Ele depõe na CPMI nesta segunda.

Mais cedo, Cavalcanti negou ser “laranja, operador ou beneficiário” de qualquer esquema de desvios de dinheiro. O empresário é administrador e CEO da empresa Valestra, voltada a serviços combinados de escritório e apoio administrativo.

“O que tenho de conhecimento de relação de Nelson Willians e Mauricio Camisotti são esses empréstimos, que são pagos até hoje. Deixo registrado que nunca fui laranja, operador ou beneficiário de qualquer esquema. Minha atuação sempre foi de gestor. Os pagamentos por mim recebidos eram compatíveis com todas as funções que eu desempenhava com a minha vida empresarial”, declarou Cavalcanti na comissão.

Assista ao vivo:

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

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Relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), inquire o depoente em pé, com seu logotipo exibido no telão, e é questionado por parlamentares
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Empresário Fernando Cavalcanti, ex-sócio do advogado Nelson Wilians, é ouvido pela CPMI do INSS na tarde desta segunda-feira (6/10)
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Relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), inquire o depoente em pé, com seu logotipo exibido no telão, e é questionado por parlamentares

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Policiais cumpriram mandado na casa de Cavalcanti, localizada no Lago Sul, bairro nobre da capital federal, em 12 de setembro. No local, foram apreendidos veículos de alto padrão, dentre eles, uma Ferrari vermelha e uma réplica do carro de Fórmula 1 usado por Ayrton Senna, além de relógios de luxo e dinheiro em espécie.

Sobre a Ferrari vermelha, o economista esclareceu na CPMI que ela foi comprada com dinheiro lícito e que o veículo está financiado “até 2027”. De acordo com o empresário, todos os carros de luxo foram conquistados de forma legal.

Cavalcanti foi vice-presidente do escritório NW Advogados, de Nelson Willians. O advogado também foi alvo da PF e é investigado como operador financeiro de Maurício Camisotti, empresário apontado como um dos principais beneficiários dos desvios.

A oitiva de Cavalcanti se dá uma semana depois da CPMI decretar a segunda prisão de uma testemunha desde o início dos trabalhos para investigar descontos ilegais em aposentadorias ligadas ao INSS. Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) foi detido em flagrante por falso testemunho na madrugada de 30 de setembro.

Condução Coercitiva

O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que o colegiado está enfrentando dificuldades em marcar depoimentos de pessoas convocadas, e que se o problema se estender até essa semana, irá pedir para que a Advocacia do Sendo dê entrada em pedidos de condução coercitiva.

Segundo o presidente, a secretaria da comissão está em contato com as defesas tentando alinhar as datas. Sem citar nomes, disse que a resistência é daqueles “ligados ao INSS” e “apontadas como recebedoras de proventos ilícitos”.

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