Ernesto Araújo divulga carta de demissão: “A verdade não importa”

O pedido de exoneração ocorreu nesta segunda-feira (29/3), após o chanceler não ter resistido às pressões de líderes do Congresso

atualizado 29/03/2021 22:12

Arthur Menescal/Especial Metrópoles

Após um dia conturbado e repleto pela “dança das cadeiras” no governo federal, o agora ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo divulgou a carta em que apresentou seu pedido de demissão ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

Na carta, o chanceler afirma que a narrativa sobre a conduta dele de “prejudicar a obtenção de vacinas” é “falsa e hipócrita”.

No documento, Araújo ainda afirma que “exibiu todos os fatos que desmentem tais alegações, mas infelizmente, nesse momento, da vida nacional, a verdade não importa para as correntes que querem de volta o poder”. Em outro trecho, o ex-ministro ressalta: “A verdade limita e a mentira escraviza”.

O pedido de demissão ocorreu nesta segunda-feira (29/3), após Ernesto Araújo não ter resistido às pressões de líderes do Congresso, que reclamavam do desempenho da pasta durante a pandemia de Covid-19.

Após ser duramente criticado pelos embates diplomáticos com a China, e pela incapacidade de conseguir desfecho mais rápido nas negociações para a compra de insumos médico-hospitalares com alguns países, como a Índia, Araújo não conseguiu resistir à cobrança dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Na carta ,o chanceler ainda afirma que “lutou desde o início pela liberdade e dignidade do Brasil e do povo brasileiro”. Ele ainda afirma que procurou colocar o Itamaraty a serviço “do sonho de um novo Brasil”. Ernesto Araújo era ministro desde janeiro de 2019.

Veja a carta completa:

 

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