Guedes se confunde e diz que governo prorrogará auxílio emergencial

"Vão estender a proteção aos vulneráveis", corrigiu o ministro da Economia ao Metrópoles. Programa estendido é o Auxílio Brasil

atualizado 01/10/2021 12:53

Paulo guedes de olhos fechadosHugo Barreto/Metrópoles

O ministro da Economia, Paulo Guedes, se confundiu e acabou gerando uma confusão após dizer que o auxílio emergencial, benefício social criado para minimizar os efeitos na renda durante a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, seria prorrogado pela terceira vez.

Nesta sexta-feira (1º/10), em cerimônia no Palácio do Planalto, Guedes afirmou que o ministro da Cidadania, João Roma, iria estender os pagamentos.

Porém, Guedes, ao Metrópoles, corrigiu a informação. Segundo, a fala estava no contexto da prorrogação do Auxílio Brasil — programa criado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para substituir o Bolsa Família.

“O ministro Tarcísio (de Freitas, da Infraestrutura) vai vender mais 22 aeroportos. O ministro Rogério Marinho (do Desenvolvimento Regional) vai concluir as obras. O ministro João Roma vai estender o auxílio emergencial. Nós somos um time remando pelo Brasil”, disse Guedes, ao discursar em um evento sobre a Cédula de Produto Rural (CPR) Verde.

Tudo, na verdade, não passou de um lapso do ministro. “Vão estender a proteção aos vulneráveis. Precatórios e imposto de renda. Este era o contexto”, destacou ao Metrópoles.

O Ministério da Economia também corrigiu a informação e divulgou nota oficial sobre o assunto no início da tarde desta sexta-feira.

“O governo quer estender a proteção aos cidadãos em situação de vulnerabilidade com o novo programa social Auxílio Brasil, que substituirá o Bolsa Família. No contexto de explicar de onde sairão os recursos para financiar essa expansão de gastos, o ministro Paulo Guedes citou a necessidade de aprovação da Reforma do Imposto de Renda e também da PEC dos precatórios no Congresso Nacional”, explica o texto

O correção ressalta. “Em sua fala durante o evento de comemoração dos 1.000 dias de governo no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira, o ministro falou em ‘Auxílio Emergencial’ em vez de ‘Auxílio Brasil'”, conclui.

A um mês do fim do auxílio emergencial, o governo ainda discute a possibilidade de prorrogar o benefício. O ministro da Cidadania, João Roma, já afirmou que o tema “está na mesa”, mesmo sem nenhuma decisão.

Recriado em abril, o auxílio emergencial de 2021 paga de R$ 150 a R$ 375 mensais a cerca de 39 milhões de famílias pobres.

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