Bolsonaro: “Não há maracutaia em Brasília que não tenha nome de Renan”

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o relator da CPI da Covid-19, que o indiciou por crimes relacionados ao enfrentamento do vírus

atualizado 21/10/2021 13:44

Jair BolsonaroRafaela Felicciano/Metrópoles

Enviada especial à Paraíba – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a apoiadores para não chamarem o relator da CPI da Covid-19, Renan Calheiros (MDB-AL), de “vagabundo”: “É elogio para ele”, criticou.

“Não chama Renan de vagabundo, não. Vagabundo é elogio para ele. Não há maracutaia lá por Brasília que não tenha o nome do Renan envolvido”, afirmou durante discurso nesta quinta-feira (21/10).

Bolsonaro intensificou as críticas ao senador um dia após Renan apresentar relatório na CPI no qual indicia o presidente e três filhos dele, além de outras pessoas e empresas, por omissões e ações durante a pandemia de Covid-19.

Nesta quinta, Bolsonaro também falou sobre o novo Auxílio Brasil, que será de R$ 400, e voltou a comentar que não se vacinou contra o coronavírus. “Jamais defenderemos a obrigatoriedade da vacina. Eu não tomei a vacina. Quem quiser seguir o exemplo, que siga. Quem não quiser, que não siga”, disse.

O discurso de Bolsonaro foi feito durante a inauguração da última etapa do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco, em São José de Piranhas (PB). Esse ato ocorre no âmbito da Jornada das Águas, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Regional que reúne entrega de obras e atos com objetivo de melhorar o abastecimento hídrico no semiárido nordestino.

Durante 10 dias, o MDR percorrerá todo o Nordeste com anúncios relacionados aos projetos que levam água à população que, historicamente, sofre com escassez hídrica, além de novas regras para uso da água no país.

Transposição

O trecho de oito quilômetros, inaugurado nesta quinta, leva água a partir da Barragem de Caiçara até a Barragem Engenheiro Avidos, no interior da Paraíba. A partir dessa interligação, a água chega ao leito natural por rio que leva ao Rio Grande do Norte.

Rogério Marinho disse que, a partir de agora, serão realizadas obras acessórias para que a água flua pelos canais construídos e permita que mais pessoas tenham acesso ao recurso natural.

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“É a última obra física do Eixo Norte, da Transposição do Rio São Francisco. O Eixo Leste já está concluído. A partir deste momento, o que nós estamos fazendo são obras de desassoreamento do leito dos rios, obras necessárias para permitir que os canais que já foram construídos tenham funcionalidade, e a compra de bombas para que a transposição das águas ocorra com maior capacidade”, afirmou o ministro.

Secretário nacional de Segurança Hídrica, do Ministério do Desenvolvimento Regional, Sérgio Costa ressaltou que a Transposição do Rio São Francisco permite aos cidadãos do interior nordestino terem água em suas torneiras com frequência maior.

“Essa é uma obra que vinha se alastrando há vários anos, mas é neste governo que vamos dar efetividade a essa obra. Antes, o Ceará não tinha água. A Paraíba só era abastecida em um roteiro, mas, com este novo canal, será abastecida também pelo Eixo Norte. E, daqui, as águas chegam também ao Rio Grande do Norte.”

Segundo o governo federal, após 13 anos do início da Transposição do Rio São Francisco, as obras necessárias para que a água percorra os eixos Leste e Norte agora estão concluídas.

No caso dessa última etapa entregue hoje, o investimento federal foi de R$ 49,7 milhões. A estrutura deve beneficiar moradores da Paraíba e do Rio Grande do Norte

A Barragem Engenheiro Avidos, que integra o Eixo Norte, passa por obras de recuperação, com custo de R$ 17,6 milhões. Este é o último de 23 reservatórios estratégicos da transposição que passaram por revitalização.

À tarde, Bolsonaro inaugura o Ramal do Agreste, em Sertânia (PE). Segundo o MDR, essa é a maior obra de infraestrutura hídrica do estado e teve investimento total de R$ 1,67 bilhão. O empreendimento tem capacidade para beneficiar 2 milhões de pessoas. Adutoras precisam ser concluídas para que a água chegue de fato às torneiras.

*Por questões de logística, a repórter viajou em aeronave da FAB. O Metrópoles arcou com todas as despesas de alimentação e hospedagem.

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