Aumento da gasolina chega a 73,4% em 2021; diesel subiu 65,3%

Após segundo reajuste em menos de um mês, gasolina e diesel acumulam altas expressivas desde janeiro

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (25/10) que irá elevar mais uma vez os preços da gasolina e do diesel nas refinarias. É a segunda alta em menos de um mês. Com 15 reajustes no valor do litro da gasolina (11 para cima e quatro para baixo), o combustível acumula aumento de 73,4% apenas neste ano. O preço médio de venda passará, a partir desta terça-feira (26/10), de R$ 2,98 para R$ 3,19, alta de 7,04%.

O diesel teve o preço elevado de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, um aumento de 9,15%. Com isso, acumula alta em 2021 de 65,3% no valor exigido das distribuidoras.

Segundo a Petrobras, o reajuste foi necessário para “garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”.

A empresa afirmou ainda que a elevação nos preços é um reflexo da alta nos preços do petróleo no mercado internacional e da taxa de câmbio.

Em live feita na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já havia antecipado possível novo aumento no preço dos combustíveis.

“Não precisa ser mágico pra descobrir isso aí. É só ver o preço do petróleo lá fora e quanto está o dólar aqui dentro. Nós ainda dependemos da importação de diesel, de parte da gasolina também. E, se não reajustar, falta. A inflação é horrível? É péssima, mas pior ainda é o desabastecimento”, afirmou o presidente da República na ocasião.

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Ministro da Economia, Paulo Guedes, em pronunciamento ao lado do presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro Paulo Guedes em visita à sede do Ministério da Economia na sexta-feira (22/10)
Ministro da Economia, Paulo Guedes