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Advogado de Bolsonaro, Wassef vira réu por racismo contra mulher no DF

Em novembro de 2020, o advogado da família Bolsonaro teria chamado uma atendente da Pizza Hut de “macaca”

atualizado

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Igo Estrela/ Metrópoles
Imagem colorida mostra foto do advogado Frederick Wassef vestido com terno azul escuro, camisa azul clara e gravata em Brasília - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra foto do advogado Frederick Wassef vestido com terno azul escuro, camisa azul clara e gravata em Brasília - Metrópoles - Foto: Igo Estrela/ Metrópoles

Nesta quinta-feira (17/2) o juiz Omar Dantas Lima, da 3ª Vara Criminal de Brasília, acatou a denúncia feita pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) e tornou Frederick Wassef réu pelo crime de injúria racial contra Danielle da Cruz de Oliveira, atendente de uma pizzaria no DF.

Na ocasião, o advogado da família Bolsonaro teria dito a ela: “Não quero ser atendido por você. Você é negra, tem cara de sonsa e não vai saber anotar meu pedido”.

Em outro momento, no mês seguinte, Wassef foi reclamar com a mulher sobre a comida servida pela pizzaria. Após ouvir a resposta da atendente, Frederick teria a insultado: “Você é uma macaca. Você come o que te derem”.

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O advogado terá direito a defesa, com prazo para apresentá-la em dez dias. Depois, acontece a participação de eventuais testemunhas, para posteriormente ser realizado o julgamento. O advogado Cleber Lopes, que representa Wassef, se manifestou e disse que o agora réu irá “aos tribunais para resgatar a Constituição”.

Veja a nota:

“A defesa de Frederick Wassef está perplexa com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, pois havia diligências pendentes no inquérito, que eram, como de fato são, absolutamente relevantes para o esclarecimento da verdade, às quais mostrariam sua a inocência. Isso viola a garantia constitucional de defesa, pois o inquérito não pode ser apenas um instrumento que busque incriminar alguém. Iremos aos tribunais para resgatar a Constituição”.

Os promotores do caso solicitam que Wassef seja condenado a uma indenização de R$ 30 mil por danos morais coletivos, além de pagar, no mínimo, R$ 20 mil à vítima.

Relembre o caso

Segundo a atendente, ela foi ofendida por Wassef depois que ele reclamou que a pizza não estava boa. A situação teria ocorrido no dia 8 de novembro de 2020 e foi registrada na 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul, em Brasília, como injúria racial.

De acordo com o boletim de ocorrência, ao qual o Metrópoles teve acesso, o advogado já teria agredido verbalmente Danielle no mês anterior.

Por meio de nota, Wassef afirmou que tudo que foi dito pela funcionária são mentiras e calúnias e, na verdade, ele teria sido “vítima de uma armação montada”. O advogado alega que uma denunciação caluniosa foi organizada sob a orientação de terceiros para ganhar dinheiro visando uma futura ação indenizatória.

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