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Mário Soares, três vezes primeiro-ministro e ex-presidente de Portugal, morreu aos 92 anos neste sábado (7/1) em Lisboa. Ele estava internado desde o dia 13 de dezembro do ano passado em um hospital. Sua vida confunde-se com a própria história da democracia portuguesa: combateu a ditadura, foi fundador do Partido Socialista e presidente da República.

Soares deu início ao processo de adesão de Portugal à Comunidade Econômica Europeia (CEE) e subscreveu o Tratado de Adesão à CEE.

O funeral está previsto para durar três dias. Nos dois primeiros, o corpo será exposto no Mosteiro dos Jerônimos, o Panteão Nacional, para onde será levado após sair de sua casa. Como Soares era laico, não será velado em nenhuma capela, nem haverá missa de corpo presente.

No terceiro dia, será realizada uma cerimônia no próprio mosteiro com a presença da família, do presidente da República, do primeiro-ministro e do presidente da Assembleia. De lá, o cortejo segue para o Cemitério dos Prazeres.

Biografia
Nascido em Lisboa, em 7 de dezembro de 1924, foi professor do ensino secundário (particular) e diretor do Colégio Moderno, fundado por seu pai.

Resistente à ditadura e ativo na organização da oposição democrática ao salazarismo, Mário Soares defendeu presos políticos, enquanto advogado, participando de numerosos julgamentos. Pela sua atividade política contra a ditadura, foi preso mais de uma dezena de vezes pela polícia política do Estado Novo.

Três dias após a Revolução dos Cravos, Mário Soares retornou do exílio na França, em 28 de abril de 74, chegando a Lisboa no chamado “comboio da liberdade” (comboio é como os trens são chamados em Portugal). Participou dos quatro primeiros governos provisórios e levou o PS à vitória na Assembleia Constituinte, em 1975.

Em 1986, Soares ganhou as eleições presidenciais e foi presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

 

 

 

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