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O jornalista Marcelo Rezende morreu, no fim da tarde deste sábado (16/9), aos 65 anos em decorrência de um câncer no pâncreas e no fígado. O apresentador foi internado com uma pneumonia grave no hospital Moriah, zona sul de São Paulo, na última terça-feira (12) após sentir fortes dores. Rezende lutava contra a doença desde maio deste ano. O jornalista deixa cinco filhos e uma neta.

A notícia da morte do apresentador foi dada em primeira mão pelo Metrópoles. Em nota, o hospital confirmou o óbito: “Com profundo pesar, comunicamos o falecimento  do  jornalista e apresentador  Marcelo Rezende, 65 anos, às 17h45min, no dia 16 de setembro de 2017, no Hospital Moriah, em São Paulo”. A Rede Record anunciou o falecimento de Rezende cerca de uma hora depois. A emissora lamentou a morte do funcionário e ofereceu condolências aos familiares.

Em maio deste ano, Rezende revelou a descoberta do câncer durante entrevista para o “Domingo Espetacular”. Apesar do diagnóstico, o jornalista, com mais de 30 anos de carreira, dizia estar muito otimista em relação à cura.

Em decisão polêmica, o apresentador abandonou a quimioterapia e seguiu tratamentos alternativos para combater o avanço da doença. “Uma das coisas que me deixaram triste foi quando eu desisti da medicina tradicional e algumas pessoas, ainda bem que foram poucas, me chamaram de covarde. Mas como posso ser covarde se cada passo que eu dou é orientado pelo meu Pai. Portanto, eu quero dizer uma coisa: foi a melhor decisão que eu tomei”, escreveu o jornalista.


Carreira
Marcelo Luis Rezende Fernandes nasceu na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, em 1951. Aos 17 anos, iniciou a carreira no jornalismo no extinto Jornal dos Sports, também no Rio. Dois anos depois, trabalhou na Rádio Globo e no jornal O Globo, onde foi colega do escritor Nelson Rodrigues e do jornalista investigativo Tim Lopes.

Ele atuou como repórter esportivo na revista Placar, onde teve a oportunidade de acompanhar a seleção brasileira em duas Copas do Mundo. A atuação na área de esportes o levou ao seu primeiro trabalho na televisão, em 1987, na TV Globo. Já na emissora, passou a cobrir pautas policiais e a se dedicar a reportagens investigativas.

O maior caso de sua carreira foi a série de denúncias de execuções sumárias realizadas por policiais na Favela Naval, em Diadema, São Paulo, em 1997. A cobertura, transmitida no Jornal Nacional, rendeu-lhe o prêmio Líbero Badaró de jornalismo.

Na TV Globo, comandou, a partir de 1999, o programa “Linha Direta”, que recriava casos policiais. Rezende trabalhou ainda na RedeTV, na TV Bandeirantes e na TV Record, onde teve duas passagens: a primeira, de 2004 a 2005, no “Cidade Alerta”, e a segunda, de 2012 a 2017, também no “Repórter Record”.

No “Cidade Alerta”, o jornalista ancorava reportagens sobre crimes e corrupção com um estilo informal e brincalhão, em uma tentativa de dar mais leveza ao programa policial. Seus bordões eram repetidos pelos fãs e se tornaram a marca registrada de suas transmissões. (Colaborou Luiz Prisco)

 

 

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