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A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados instaurou procedimento para acompanhar a denúncia de espancamento do jovem Thiago Soares, de 22 anos, após abordagem policial no Parque da Cidade, no último dia 12 de outubro, conforme divulgou o Metrópoles em primeira mão. O rapaz está internado, em coma induzido, no Hospital de Base do DF. O caso dele é grave.

O presidente da CDHM, deputado Padre João (PT-MG), enviou ofícios para a secretária da Segurança Pública e Paz Social do Distrito Federal, Márcia de Alencar, e ao Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal, Leonardo Bessa.

Segundo o parlamentar, “a hipótese de que uma pessoa se autoagrediria de forma tão forte a ponto de estar inconsciente no hospital não é verossímil. Por isso, cabe uma investigação cautelosa a fim de averiguar a responsabilidade dos agentes envolvidos diretamente no episódio e também no eventual acobertamento de ilícitos possivelmente cometidos”.

Em nota, a Polícia Militar do DF afirmou que o caso está sob investigação da Polícia Civil e que “é interesse dos próprios policiais militares envolvidos na ocorrência que o fato seja esclarecido o mais rápido possível”. Ainda de acordo com a corporação, os PMs que participaram da abordagem solicitaram que a PMDF abrisse um procedimento apuratório “para comprovar os detalhes que envolvem a ocorrência e comprovar que a ação policial foi legítima”.

Para a PM, “a intervenção da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, por meio do deputado Padre João, será mais um procedimento para ajudar no esclarecimento dos fatos”. Por fim, a corporação afirmou que, após o fim de todos os processos de investigação, os policiais entrarão com “as medidas judiciais cabíveis”.

Suposta agressão
O caso ocorreu no último dia 12, após um evento no Parque da Cidade. Por volta das 23h, Thiago e um amigo iam em direção a uma parada de ônibus quando, segundo a versão da família, foram abordados por sete policiais. O colega atendeu ao pedido de parada dos PMs e foi liberado. Thiago, no entanto, fugiu e foi detido pelos militares.

A família acredita que ele tenha sido espancado porque apresenta ferimentos e lesões graves por todo o corpo. Segundo a mãe, Elaine Carvalho, o jovem também tem marcas de socos nos olhos e de cassetetes no rosto. Desde o ocorrido, Thiago está inconsciente e ainda não foi ouvido.

Já a Polícia Militar do DF afirma que o rapaz estava descontrolado devido ao uso de entorpecentes e que os ferimentos foram causados pelo próprio Thiago, que teria tido convulsões na viatura policial e na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). A corporação também alega que ele tentou tomar a arma de um dos militares que o abordou.

 

 

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